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Os dinossauros, como a maioria dos répteis, eram ovíparos. Os maiores ovos conhecidos teriam pesado cerca de 10 kg, ao passo que os menores, somente 400g. Alguns dinossauros, ais como o Troodon, de 3,6m de comprimento, faziam ninhos em colônias. Uns protegiam seus ovos e outros podem ter alimentado e cuidado de suas crias já crescidas.
Veja mais detalhes em Vida na terra
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PLANETA CERES
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Ceres |
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Ceres é um planeta anão que se encontra no cinturão
de asteróides, entre Marte e Júpiter. Ceres tem um
diâmetro de cerca de 950 km e é o corpo mais maciço
dessa região do sistema solar, contendo cerca de um terço
do total da massa do cinturão.
Apesar de ser um corpo celeste relativamente próximo da
Terra, pouco se sabe sobre Ceres. A superfície ceriana é enigmática:
em imagens de 1995, pareceu-se ver um grande ponto negro que seria
uma enorme cratera; em 2003, novas imagens apontaram para a existência
de um ponto branco com origem desconhecida, não se conseguindo
assinalar a cratera inicial.
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A própria classificação mudou mais de que
uma vez: na altura em que foi descoberto foi considerado como um
planeta, mas após a descoberta de corpos celestes semelhantes
na mesma área do sistema solar, levou a que fosse reclassificado
como um asteróide por mais de 150 anos.
No início do século XXI, novas observações
mostraram que Ceres é um planeta embrionário com
estrutura e composição muito diferentes das dos
asteróides comuns e que permaneceu intacto provavelmente
desde a sua formação, há mais de 4 600 milhões
de anos. Pouco tempo depois, foi reclassificado como planeta anão.
Pensava-se, também, que Ceres fosse o corpo principal da "família
Ceres de asteróides". Contudo, Ceres mostrou-se pouco
aparentado com o seu próprio grupo, inclusive em termos
físicos. A esse grupo é agora dado o nome de "família
Gefion de asteróides".
Mitologia
Originalmente, o novo planeta foi chamado de
Ceres Ferdinandea em honra à figura mitológica Ceres
e ao Rei Fernando IV de Nápoles e da Sicília. A
parte Ferdinandea não foi bem recebida pelas outras nações
e foi removida.
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Características
orbitais |
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0,080 |
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17,882 km/s |
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10,587° |
Características físicas |
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0,51 km/s |
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0,113 |
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S.D.ºC a -34ºC
média: -106ºC |
Composição
da Atmosfera |
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vestígios |
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| Na mitologia romana, Ceres é equivalente à deusa
grega, Deméter, filha de Saturno, amante e irmã de
Júpiter, irmã de Juno, Vesta, Neptuno e Plutão.
Ceres era a deusa das colheitas e do amor maternal. A veneração
de Ceres ficou associada às classes plebeias, que dominavam
o comércio de cereais.
História de observação e exploração
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A lei de Titius-Bode preconizava
a existência
de um planeta entre Marte e Júpiter a uma distância
de 419 milhões de quilómetros (2,8 UA). A descoberta
de Urano por William Herschel em 1781 a 19,18 UA confirmava a lei
publicada apenas três anos antes. No congresso astronómico
que teve lugar em Gota, na Alemanha em 1796, o astrónomo
francês Jérôme Lalande recomendou a sua procura.
Os astrónomos iniciaram a procura pelo Zodíaco
e Ceres foi descoberto acidentalmente no dia 1 de janeiro de 1801
por Giuseppe Piazzi, que não fazia parte dessa comissão,
usando um telescópio situado no alto do Palácio
Real de Palermo na Sicília. Piazzi procurava uma estrela
listada por Francis Wollaston como Mayer 87, porque não
estava na posição descrita no catálogo. No
dia 24 de Janeiro, Piazzi anunciou a sua descoberta em cartas
a astrónomos, entre eles Barnaba Oriani de Milão.
Ele catalogou Ceres como um cometa, mas "dado o seu movimento
muito lento e algo uniforme, ocorreu-me várias vezes que
pode ser algo melhor que um cometa".[1] No ínicio
de Fevereiro, Ceres perdeu-se quando passou por detrás
do Sol. Em Abril, Piazzi enviou as suas observações
completas para Oriani, Bode e Lalande. Estas foram publicadas
na edição de Setembro de 1801 do Monatliche Correspondenz.
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Para recuperar Ceres, Carl Friedrich Gauss,
na altura com apenas 24 anos de idade, desenvolveu um método para a determinação
da órbita a partir de três observações.
Em poucas semanas, ele previu o trilho de Ceres pelo espaço,
e enviou os seus resultados para o Barão von Zach, editor
do Monatliche Correspondenz. No último dia de 1801, von Zach
e Heinrich Olbers confirmaram a recuperação de Ceres.
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| Sistema solar interior. Ceres orbita entre
Marte e Júpiter a par de vários pequenos asteróides.
Posições dos planetas e Ceres em 1 de Setembro de
2006 (O tamanho dos planetas não está em escala). |
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Ceres foi considerado demasiado
pequeno para ser um verdadeiro planeta e as primeiras medidas
apresentavam um diâmetro
de 480 km. Ceres permaneceu listado como um planeta em livros
e tabelas de astronomia por mais de meio século, até que
vários outros corpos celestes foram descobertos na mesma
região do sistema solar.[ Ceres e esse grupo de corpos
ficaram conhecidos como cintura de asteróides. Muitos cientistas
começaram a imaginar que estes seriam o vestígio
final de um velho planeta destruído. Contudo, hoje sabe-se
que o cinturão é um planeta em construção
e que nunca completou a sua formação.
Uma ocultação de uma estrela por Ceres foi observada
no México, Flórida e nas Caraíbas no dia
13 de Novembro de 1984: com esta ocultação foi possível
estabelecer o tamanho máximo, mais de duas vezes a dimensão
que se julgava, e a forma do planetóide, que se apresentava
praticamente esférico. Em 2005, descobriu-se que Ceres
era um corpo celeste mais complexo do que se tinha imaginado,
mostrando-se como um planeta embrionário.
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Em Agosto de 2006, foi classificado como
planeta anão,
pela proposta final da União Astronómica Internacional,
dado que não tem dimensão suficiente para "limpar
a vizinhança da sua órbita". A proposta original
definiria um planeta apenas como sendo "um corpo celeste
que (a) tem massa suficiente para que a própria gravidade
supere forças de corpos rígidos levando a que assuma
uma forma de equilíbrio hidrostático (aproximadamente
redondo), e (b) em órbita em volta de uma estrela, e não é uma
estrela nem um satélite de um planeta". Caso esta
solução
tivesse sido adoptada, Ceres tornar-se-ia no quinto planeta a
partir do Sol.
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Impressão artística da visita da Sonda
Dawn a Ceres (maior corpo celeste à direita da sonda) e Vesta
(à esquerda). |
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À data, nenhuma sonda visitou Ceres. Contudo,
a missão Dawn será a primeira nave espacial a estudar
Ceres. Inicialmente, a sonda irá visitar Vesta, por aproximadamente
seis meses em 2010, antes de sobrevoar Ceres em 2014 ou 2015.
Apesar de não ter um campo magnético
e gozar de baixa gravidade, existem ideias para que Ceres seja
um dos possíveis
locais para a colonização humana futura no sistema
solar interior, provavelmente depois de se estabelecer uma base
humana permanente em Marte. Ceres tem recursos hídricos
sob a forma de gelo com 1/10 de toda a água dos oceanos
terrestres e luz solar suficiente para a produção
de energia solar. Transformar-se-ia, assim, numa espécie
de base para a mineração de asteróides, e
possibilitando que esses recursos minerais possam ser depois transportados
para Marte, a Lua e a Terra.
Geologia planetária |
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Ceres é o único planeta anão
nas proximidades do Sol. Entretanto, nos confins do sistema solar,
existem dois planetas anões, ambos maiores que Ceres, a
saber: Plutão e Éris. Vários planetóides
gelados destas regiões remotas e que aparentam ser maiores
que Ceres aguardam a classificação como planetas
anões, apesar de muitos deles serem menos massivos. |
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Os cientistas há muito
que teorizaram que Ceres seria uma massa indiferenciada e homogénea,
semelhante a muitos corpos carbonáceos que povoam a Cintura
de Asteróides,
tendo 0,113 de albedo, muito semelhante ao da Lua, levando a se
supor que a sua superfície deverá ser análoga à do
nosso satélite natural. No entanto, Peter Thomas e os
seus colaboradores mostraram que isto não era verdade.
O grupo observou e gravou rotações inteiras de Ceres
usando o Telescópio espacial Hubble entre Dezembro de 2003
e Janeiro de 2004. Ao examinarem as imagens, verificaram que Ceres
era quase perfeitamente esferóide, com uma pequena protuberância
de 30 km no equador, ao contrário da grande maioria dos
asteróides,
tornando-o único entre os asteróides. Anteriormente,
pensava-se que a protuberância fosse de 40 km, através
das melhores medições da massa de Ceres anteriormente
realizadas. A diferença, segundo Thomas e seus colegas,
deve-se a que Ceres não é homogéneo, mas
estruturado em camadas, com um núcleo denso de rocha coberto
por um manto de gelo de água, por sua vez coberto por uma
crosta leve.
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O manto de Ceres deverá ser de gelo
de água, porque a densidade de Ceres é menor que
a da crosta da Terra e porque marcas espectrais da superfície
evidenciam minerais moldados pela água. Assim, estimou-se
que Ceres deverá ser composto por 25 por cento de água,
mais que toda a água doce na Terra. Esta água encontra-se
enterrada sobre uma fina camada de poeira.
Caso não fossem as perturbações
gravitacionais de Júpiter há milhares de milhões
de anos, Ceres seria, indiscutivelmente, um verdadeiro planeta.
Com uma massa de 9,45±0,04×1020 kg, Ceres tem mais
do que um terço do total de 2,3×1021 kg de massa
de todos os asteróides do sistema solar (que ainda é apenas
cerca de 4% da massa da Lua). |
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Ceres em comparação
com a Lua. |
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Existe alguma ambiguidade relativamente às
características
da superfície de Ceres. As imagens ultravioleta de baixa
resolução tiradas pelo Telescópio espacial
Hubble em 1995 mostram um ponto negro na sua superfície,
ao qual foi dado o apelido "Piazzi", que teria 250 km
de diâmetro, um quarto da dimensão de Ceres, e que
teria resultado do impacto de um asteróide com 25 km de
diâmetro.
Mais tarde, imagens de maior resolução tiradas durante
uma rotação completa com o telescópio Keck,
usando óptica adaptativa, não mostraram sinais da
existência de "Piazzi". Contudo, duas características
escuras foram vistas movendo-se ao longo de uma rotação
do planeta anão, uma com uma região central brilhante
e que se supõe serem crateras.
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Imagens do Telescópio espacial Hubble de 2003-2004 com
uma resolução de cerca de 30 km. A natureza do ponto
brilhante é desconhecida. |
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Imagens tiradas de uma rotação em 2003
e 2004 pelo Hubble mostraram um ponto branco enigmático,
cuja natureza é desconhecida. As características
escuras vistas pelo Keck não são, imediatamente, visíveis
nestas imagens.
As últimas observações também determinaram
os pontos do pólo norte de Ceres (dando ou tirando cerca
de 5°) em direcção da ascensão recta
19 h 24 min, declinação +59°, na constelação
Draco. Isto significa que a inclinação axial é muito
pequena, cerca de 4±5°.
Atmosfera
Existem ainda algumas indicações que sua superfície
seja quente e deva possuir uma fraca atmosfera e gelo. A temperatura
máxima ao meio-dia foi estimada em cerca de -38 °C
em 5 de Maio de 1991.[9] Tendo em conta a distância ao Sol,
a temperatura máxima deverá atingir -34 °C no
periélio. Um dia em Ceres é pouco mais de nove horas
terrestres.
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| http://pt.wikipedia.org/wiki/Ceres_%28planeta_an%C3%A3o%29 |
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