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Os dinossauros, como a maioria dos répteis, eram ovíparos. Os maiores ovos conhecidos teriam pesado cerca de 10 kg, ao passo que os menores, somente 400g. Alguns dinossauros, ais como o Troodon, de 3,6m de comprimento, faziam ninhos em colônias. Uns protegiam seus ovos e outros podem ter alimentado e cuidado de suas crias já crescidas.
Veja mais detalhes em Vida na terra
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EUROPA
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Europa |
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Europa é uma das quatro luas do planeta Júpiter,
conhecidas como luas de Galileu (quatro enormes e exóticas
luas com o tamanho de planetas).
Europa é única por si própria, apresenta-se
com uma superfície gelada muito brilhante com riscos coloridos.
Pensa-se que seja um mundo oceânico coberto por uma capa
de gelo que protege o mar interior da adversidade do Espaço.
Devido às condições existentes em seu interior,
alguns cientistas julgam que lá poderá existir vida,
tal como a que existe nas profundezas dos mares da Terra. É,
junto com Marte, o local mais provável onde se pensa que é possível
encontrar vida extraterrestre.
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Mitologia
O nome Europa é derivado de um dos muitos amores de Zeus
(Júpiter) na mitologia grega, nome do qual também
deriva o continente terrestre chamado Europa. Europa era uma princesa
da Fenícia pela qual Zeus se apaixonou.
Apesar do nome "Europa" ter sido sugerido por Simon
Marius depois da sua descoberta, este e os outros nomes das luas
de Galileu, não foram usados por um período de tempo
considerável, e só foram reavivados no uso comum
em meados do século XX. Na maioria da literatura cientifica
antiga era referida apenas pela sua designação numeral
romana, ou seja, Júpiter II, que significa "o segundo
satélite de Júpiter".
História de observação e
exploração
É
Galileu Galilei que é tido como o descobridor de Europa,
a partir das observações feitas a 7 de Janeiro de
1610 em Pádua. Europa e as outras luas de Galileu tiveram
um grande impacto na teoria de que a Terra não era o centro
de tudo, já que foram as primeiras luas que visivelmente
não orbitavam a Terra. Na altura, julgava-se que todos
os planetas, o Sol e a Lua orbitavam a Terra. Contudo, alguns
historiadores afirmam que foi Simon Marius de Ausbach na Alemanha,
o primeiro a observar os satélites jovianos a 29 de Dezembro
de 1609.
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| Satélite Júpiter
II |
| Características orbitais |
| Perélio |
0,004 44 UA |
| Afélio |
0,004 53 UA |
| Circunferência
orbital |
0,028 UA |
| Excentricidade |
0,009 4 |
| Período
orbital |
3,551181041 d |
| Velocidade
orbital média |
13,741 km/s |
| Inclinação |
0,469° |
| Características físicas |
| Diâmetro
equatorial |
3121,6 km |
| Área
da superfície |
3.1×107 km² |
| Volume |
1,6×1010 km³ |
| Massa |
4,8×1022 kg |
| Densidade
média |
3,014 g/cm³ |
| Gravidade
equatorial |
0,134 g |
| Dia
sideral |
3 d 13 h 13 min 42 s (rotação
síncrona) |
| Velocidade
de escape |
2,0 km/s |
| Albedo |
0,67 |
| Intervalo
de Temperatura |
-188ºC a -170ºC
média: -148ºC |
| Composição
da Atmosfera |
| Pressão
atmosférica |
1 µPa |
Oxigénio
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100%
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Ainda nesse século, astrônomos observaram
os eclipses dos satélites, mas repararam que ocorriam 16
minutos e 40 segundos depois quando Júpiter se encontra do
outro lado do Sol em relação à Terra; o que
levou a outra grande descoberta da física pelo dinamarquês
Ole Roemer, que explicou que o atraso deve-se à velocidade
finita da luz, conseguindo medir assim a velocidade da luz pela
primeira vez.
Europa e as outras luas de Galileu são quatro corpos celestes
de dimensão considerável; dois deles são
maiores que o planeta Mercúrio (Ganímedes e Calisto),
e Io e Europa rivalizam em tamanho com a Lua da Terra. Algumas
pessoas conseguem ver estas luas a olho-nu em alturas de céu
limpo e logo depois pôr-do-Sol, já que durante a
noite Júpiter brilha demais o que oculta as suas luas.
Mas só com uns bons binóculos ou um pequeno telescópio é que
uma pessoa normal consegue observar claramente estas luas a orbitarem
Júpiter que aparecem quase em linha recta em diferentes
lados do disco do planeta.
Enquanto que os astrônomos na Terra tinham apenas pequenas
noções mesmo com os melhores telescópios
de meados do século XX. Foi só quando as sondas
Pioneer 10 e 11 que chegaram a Júpiter em 1973 e em 1974,
respectivamente, que se consegue determinar as massas com uma
precisão maior e captam as primeiras imagens das grandes
luas de Júpiter. As imagens de Europa revelaram pouca variação
de cor e mostraram uma região escura como poucos detalhes,
dado que as Pioneer encontravam-se longe demais para conseguir
obter bons detalhes da superfície. Devido a ser um dos
satélites mais brilhantes, já se acreditava que
a sua crusta fosse principalmente constituída por gelo
de água.
Em 1979 chegam a Júpiter as duas sondas Voyager. Nas imagens
de baixa-resolução da Voyager 1, Europa mostrava
um número bastante grande de linhas que se interceptavam.
Estas linhas faziam lembrar os canais que os astrônomos
outrora julgavam ver em Marte. Os cientistas pensaram tratar-se
de terreno quebrado devido a processos tectónicos. Contudo,
as imagens de alta-resolução da Voyager 2 deixaram
os cientistas surpresos, já que as linhas pareciam pintadas
na superfície, sem nenhum relevo topográfico visível.
Modelos do interior de Europa mostraram actividade e aquecimento
do interior com a formação de oceanos com 50 quilómetros
ou mais de profundidade a 5 km da superfície.
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A lua Europa tornou-se assim num ícone dos escritores de
ficção científica, existindo livros, filmes
e jogos; de destacar o livro e o filme de Arthur C. Clarke 2010:
Odisseia Dois (ou O Ano em Que Fizemos Contacto) de 1982, onde se
faz a descoberta de vida primitiva vivendo por debaixo da capa de
gelo de Europa, já no terceiro livro da trilogia - 2061:
Odisseia Três (1987), Europa é transformada num mundo
oceânico tropical. No livro The Forge of God (1987) de Greg
Bear, Europa é destruída por extraterrestres que usam
pedaços do seu gelo para terraformar planetas.
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Vista de Europa de um livro de 1903 por k. Flammarion |
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A 7 de Dezembro de 1995, a sonda
Galileo chega a Júpiter
numa viagem contínua pelo planeta e suas luas durante oito
anos. A 2 de Março de 1998, a NASA anuncia que a Galileo
descobriu fortes evidências de um oceano salgado por debaixo
da superfície. O que motiva a criação de uma
nova missão a Europa e abre novos horizontes e possibilidades
de vida extraterrestre.
Em 2003, a Galileo foi enviada para a atmosfera de Júpiter
e destruída pela enorme pressão desse planeta; um
dos principais motivos era não contaminar as luas de Júpiter
com bactérias da Terra.
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De forma a se poder saber mais sobre este
mundo diferente, foram propostas algumas ideias ambiciosas, uma
delas é uma grande
sonda que funcionaria a energia nuclear e que derreteria o gelo
até atingir o oceano por debaixo da superfície gelada.
E, depois de atingida a água, lançaria um veículo
subaquático, que compilaria informação e a
enviaria de volta para a Terra. No entanto, esta proposta ainda
está numa fase embrionária.
O Artemis Project desenhou um plano para colonizar Europa. Os
cientistas habitariam iglus e perfurariam a crosta gelada de Europa,
explorando qualquer oceano por debaixo da superfície. Discutiu-se
o uso de "bolsas de ar" para habitação
humana. A exploração do oceano poderia ser levado
a cabo com submarinos.
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Visão artistica do Cryobot e do Hydrobot que no futuro
poderão explorar o oceano de Europa. |
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Existem algumas dificuldades
relacionadas com a colonização
de Europa, um problema significativo é o elevado nível
de radiação de Júpiter, aproximadamente dez
vezes mais forte que os anéis de radiação de
Van Allen da Terra. Um humano não sobreviveria na superfície
ou perto desta por muito tempo sem um escudo de radição
massivo.
Geologia planetária
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Europa é algo semelhante em composição aos
planetas telúricos, sendo principalmente composto de rochas
de silicatos. O raio de Europa é de 1565 km, um pouco menor
que o raio da nossa Lua. O núcleo é metálico
composto por ferro e níquel, rodeado por uma concha de rocha,
que por sua vez é rodeado por uma camada externa de água
que se pensa ter 100 km de profundidade (alguma dessa água
está gelada na camada superficial da crosta, e alguma como
um oceano de água líquida por debaixo do gelo)
Dados mostram que Europa gera um pequeno campo magnético
e através da interacção com o de Júpiter
este varia periodicamente assim que atravessa o campo magnético
massivo de Júpiter. O campo magnético de Europa
tem cerca de um quarto da força do campo de Ganímedes
e é semelhante ao de Calisto.
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| O núcleo de Europa deverá ser metálico, rodeado
por rocha e esta rocha rodeada por água líquida sob
uma capa de gelo. |
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Dados mostram que Europa gera
um pequeno campo magnético
e através da interacção com o de Júpiter
este varia periodicamente assim que atravessa o campo magnético
massivo de Júpiter. O campo magnético de Europa tem
cerca de um quarto da força do campo de Ganímedes
e é semelhante ao de Calisto.
Topografia geral
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A superfície europeana é extremamente plana; existindo
poucas características com mais de 10 metros de altura. Estes
montinhos cintilantes que cobrem a superfície são
enormes icebergues encalhados, provavelmente formados de amónia
e água.
As marcas proeminentes que se intercalam pelo planeta parecem
ser principalmente características de albedo, com pouco
relevo vertical. Existem muito poucas crateras, e o seu albedo é dos
maiores entre todas as luas. Isto parece indicar que se trata
de uma superfície jovem e ativa; baseado em estimativas
de bombardeamentos por cometas, Europa provavelmente tem uma superfície
que não tem mais de 30 milhões de anos. O facto
de ser plano com marcas visíveis fazem lembrar, em grande
medida, o gelo de mar na Terra, e pensa-se que por baixo da superfície
existe uma camada de água líquida mantida por calor
gerado pelo efeito gravitacional de Júpiter.
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A cratera Pwyll. A cratera tem cerca de 40 km de
diâmetro. |
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Um choque de um meteorito de
dimensão algo
considerável que possa ter ocorrido desfez em pedaços
de gelo parte da capa de gelo e espalhou em redor a água
retida por baixo. Ao voltar a congelar, esta apagaria qualquer traço
desse encontro. As maiores crateras parecem estar cobertas por gelo
liso e fresco e são poucas as que têm mais de 30 km
e têm a aparência de fendas na camada de gelo. As maiores
crateras são Taliesin, Pwyll e Midir, todas com diâmetros
entre 37,4 e 50 quilómetros.
As linhas
As características mais fascinantes de Europa são
uma série de linhas que parecem rabiscos por todo o globo,
algumas delas atingem 1000 km de comprimento e várias centenas
de largura.
Estas linhas lembram as quebras nas formações de
gelo no mar na Terra, e observações posteriores
mostraram que as zonas onde a crusta se quebra, ambos os lados
moveram-se um em relação ao outro como acontece
nos mares gelados da Terra, indicando água líquida
por debaixo. As bandas maiores têm 20 km de diâmetro
com cantos externos difusos, com estrias regulares e uma banda
central de materiais mais leve que se pensa serem produzidos por
um número de erupções de água ou géisers
assim que a crusta europeana se abria e expunha as camadas mais
quentes por debaixo. O efeito é semelhante ao que acontece
nos ridges oceânicos da Terra. Estas fracturas pensa-se
que sobem e descem 30 metros dependendo da maré-cheia ou
baixa.
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Já que Europa está sempre com a mesma face voltada
para Júpiter, deveriam formar padrões diferentes e
previsíveis. Contudo, só as fendas mais recentes têm
o padrão esperado; as outras fendas parecem ter ocorrido
a orientações cada vez mais diferentes quanto mais
velhas são. Isto pode ser explicado caso a superfície
de Europa roda um pouco mais rápido que o seu interior, um
efeito que é, possivelmente, devido ao oceano sub-superficial.
Comparações entre as fotos da sonda Voyager e da Galileo
sugerem que as crusta roda não mais que uma vez em cada
10000 anos relativamente ao seu interior.
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A estranha superfície
de Europa com as suas linhas que indicam um oceano gelado por
debaixo. |
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Os pontos negros
Um outro tipo de características presentes em Europa é a
lenticula circular ou elíptica que é um pequeno ponto
negro na superfície. Muitos são abóbadas, outros
são poços e alguns são pontos negros lisos.
Outros têm texturas caóticas. O topos das abóbadas
parecem pedaços das planícies mais velhas circundantes,
sugerindo que as abóbadas se formaram quando as planícies
foram puxadas para cima a partir de baixo. Pensa-se que estas lenticulae
(plural de lentícula) foram formadas por gelo quente subindo
pelo gelo mais frio da crusta externa, tal como as câmaras
de magma fazem na crusta da Terra. Os pontos negros lisos podem
ter sido formados por água derretida libertada quando o gelo
quente quebra a superfície, e as lenticulae caóticas
(chamadas regiões de "chaos", como por exemplo
Conamara Chaos) parecem ter sido formadas por muitos pequenos
fragmentos da crusta, como se fossem icebergues num mar gelado.
Atmosfera e clima
Observações recentes feitas pelo Telescópio
Espacial Hubble revelam que Europa tem uma atmosfera ténue
(1 micropascal de pressão atmosférica à superfície)
composta de oxigénio.
De entre todas as luas do sistema solar, só seis têm
atmosfera: Io, Calisto, Encélado, Ganímedes, Titã e
Tritão. Ao contrário do oxigénio da atmosfera
terrestre, o oxigénio em Europa não deve ter certamente
origem biológica. É provavelmente gerado pela luz
do sol e partículas carregadas que atingem a superfície
gelada produzindo vapor de água que subsequentemente se
divide em hidrogénio e oxigénio. O hidrogénio
escapa à gravidade de Europa por causa da sua massa atómica
muito pequena, deixando para trás o oxigénio.
Em algumas áreas conseguiu-se observar uma espécie
de nuvem, talvez névoa de gotas de amónia. A temperatura à superfície
de Europa é de -163 graus no equador e de apenas -223 graus
nos pólos.
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Hidrografia
Europa poderá ter um oceano por debaixo da capa geladaA quando
da passagem das sondas Voyager, as imagens mostraram uma superfície
inesperada e sem muitas marcas de impacto. O gelo que cobre a superfície
assemelhava-se muito ao gelo que cobre os oceanos polares da Terra,
o que levantou suspeitas entre os cientistas sobre um possível
oceano por debaixo da capa de gelo.
Conamara Chaos é uma região de terreno caótico
que foi produzida por derretimento de gelo. A região consiste
em placas de gelo que se movem e rodam. À volta destas
placas há uma região caótica de blocos de
gelo, que podem ter sido formados a partir de água ou gelo
quente que fluiu de baixo para a superfície.
A região de Conamara Chaos é vista como uma prova
para a existência do oceano por baixo da capa gelada que
envolve todo o globo de Europa. Conclui-se assim que era provável
a existência de água líquida no passado, mas
não se sabe ao certo se existe um oceano líquido
na contemporaneidade.
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Europa poderá ter um
oceano por debaixo da capa gelada |
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A cratera Pwyll é uma cratera jovem e tomou
o nome de um deus celta do submundo. As áreas brancas que
irradiam da cratera são áreas jovens que se quebraram
com o impacto e voltaram a congelar, tapando novamente o oceano
debaixo da superfície.
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A 2 de Março de 1998, a NASA anunciou que a sonda Galileo
descobriu fortes evidências do que se julgar ser um oceano
salgado por debaixo da superfície, o que fortaleceu as suspeitas
anteriores. Provas espectrográficas mostraram que as raias
vermelhas escuras e as características na superfície
são ricas em sais tais como sulfato de magnésio, depositados
por água que evapora que emerge do interior. Contudo, estes
sais são incolores ou brancos quando puros, algum outro material
deve estar presente para dar a cor avermelhada. Suspeita-se que
sejam compostos sulfúricos ou ferrosos.
Devido às temperaturas extremamente baixas, o gelo é tão
duro como rocha e deve ter uma espessura de 10 a 30 km cobrindo
toda a superfície, o que indica que o oceano líquido
pode ter até 90 km de profundidade.
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O terreno caótico de Conamara Chaos é visto como
uma prova da existência de um oceano oculto debaixo do gelo. |
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Vida em Europa
Suspeita-se que a vida extraterrestre possa existir no oceano
por baixo do gelo, talvez subsistindo como os seres vivos
que vivem
em condições semelhantes na Terra, já que
Europa tem elementos essenciais para a vida como a conhecemos: água
e calor e compostos orgânicos. Ou seja, em respiradouros
hidrotermais como no fundo dos oceanos ou como no Lago Vostok
da Antártida.
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No filme IMAX documental de 2005 Aliens of
the Deep de James Cameron, exobiólogos da NASA e biologos marinhos investigam os respiradouros
hidrotermais no Atlântico e Pacífico. Estas zonas têm
o seu próprio ecossistema que suporta organismos como vermes-tubo
gigantes, caranguejos brancos cegos, e muitos camarões. Estes
animais vivem destas fontes hidrotermais superaquecidas e sulfurosas
e não necessitam do sol. A ideia de algo assim em Europa
tem sido discutido pelos cientistas, e esta lua é capaz
de ter um ecossistema semelhante onde vida extraterrestre pode
existir.
Na camada exterior de gelo de Europa destacam-se zonas raiadas
de cor avermelhada. Duas bactérias extremófilas
terrestres que foram testadas pela NASA poderiam viver nesse oceano,
e são espécies castanhas e cor-de-rosa, o que poderia
explicar a cor avermelhada.
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Vermes-tubo gigantes vivendo num respiradouro hidrotermal no fundo
dos mares da Terra. |
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A bactéria extremofila chamada Deinococcus
radiodurans consegue sobreviver à radiação
ultravioleta do espaço, a ambientes extremamente frios e
oxidativos, assim como severamente ionizados e vácuo. Esta
bactéria foi ainda exposta a testes contendo concentrações
bastante altas de sulfatos de magnésio e ácido sulfurico,
condições que são esperadas em Europa.
No entanto, nenhum extremófilo da Terra poderia viver
na superfície de Europa, mas poderia viver no suposto oceano.
Os organismos poderiam viver no oceano e serem lançados
por uma espécie de erupção para a superfície
e congelados de imediato. A diferença de assinaturas em
infravermelho entre os microorganismos testados e Europa poderia
ser explicada pela radiação que a lua recebe. No
entanto, apenas com uma missão que pouse na superfície é que
seria possível verificar a veracidade desta experiência.
Para evitar qualquer tipo de contaminação, a sonda
Galileo foi enviada para Júpiter de forma a ser destruída,
para evitar que despenhasse em Europa e contaminasse a lua com
microrganismos terrestres. A introdução de microrganismos
poderia tornar impossível a determinação
de que Europa tem ou não vida nativa, ou até poderia
destruir essas formas de vida caso existam.
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| http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa_%28sat%C3%A9lite%29 |
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