
|
Os dinossauros, como a maioria dos répteis, eram ovíparos. Os maiores ovos conhecidos teriam pesado cerca de 10 kg, ao passo que os menores, somente 400g. Alguns dinossauros, ais como o Troodon, de 3,6m de comprimento, faziam ninhos em colônias. Uns protegiam seus ovos e outros podem ter alimentado e cuidado de suas crias já crescidas.
Veja mais detalhes em Vida na terra
|

|

|

|

|

|
PLANETA ÉRIS
|
|

|
| |
Éris |
| |
Éris, conhecido oficialmente
como 136199 Eris, é um
planeta anão nos confins do sistema solar, numa região
do sistema solar conhecida como disco disperso. É o maior
planeta-anão do sistema solar e quando foi descoberto,
ficou desde logo informalmente conhecido como o "décimo
planeta",
devido a ser maior que o então planeta Plutão.
Éris tem um período orbital de cerca de 560 anos
e encontra-se a cerca de 97 UA do Sol, em seu afélio. Como
Plutão, a sua órbita é bastante excêntrica,
e leva o planeta a uma distância de apenas 35 UA do Sol
no seu periélio (a distância de Plutão ao
Sol varia entre 29 e 49,5 UA, enquanto que a órbita de
Neptuno fica por cerca de 30 UA)
|
 |
Éris era a deusa da discórdia. O planeta anão
foi chamado assim porque a sua descoberta lançou a discórdia
entre os astrónomos quanto à definição
de um planeta e causou, indirectamente, a descida de estatuto de
Plutão de "planeta" para "planeta anão".
Na mitologia grega é famosa por ter causado, indirectamente,
a Guerra de Tróia.[3] Era também conhecida por acompanhar
o seu irmão Ares (Marte) para o campo de batalha e, quando
os outros deuses iam embora, ela ficava rejubilando-se da carnificina.
Antes de receber o nome tinha a designação provisória
de 2003 UB313, que é uma matrícula atribuída
automaticamente de acordo com o protocolo da União Astronómica
Internacional (UAI) para os planetas menores. No entanto, a probabilidade
de que esse corpo celeste fosse classificado como um planeta levou
a que a UAI não autorizasse nenhum nome, dado que não
era claro se seria classificado como um planeta principal ou não.
Caso fosse, a UAI só aprovaria nomes da tradição
greco-romana, tal como acontece com todos os outros planetas do
Sistema Solar. A indecisão levou a que o nome "Xena" (uma
suposta personagem da mitologia grega) fosse adoptado popularmente
como alcunha; essa suposta personagem mitológica foi criada
especialmente para a série televisiva Xena, A Princesa
Guerreira.[4] Um dos nomes mais sugeridos para Éris era
o de Perséfone (a Proserpina romana), mulher de Plutão.
|
|
|
| |
| História de observação e exploração |
| |
|
Imagens espaçadas no tempo que mostram o movimento de Éris
(num círculo) em relação ás estrelas. |
| |
Contudo, Sedna foi descoberta
a mover-se a apenas 1,75 arcosegundos por hora, o que levou a
equipa a decidir re-analisar
manualmente dados já registados, considerando um valor menor
de movimento angular. Em 5 de Janeiro de 2005, esta nova análise
revelou a existência de Éris confirmando o seu lento
movimento pelo espaço.
O novo astro, com uma magnitude aparente de cerca de 19, é suficientemente
brilhante para poder ser visto mesmo com um telescópio
modesto. A inclinação da sua órbita é responsável
por não ter sido descoberto até então, dado
que a maioria das pesquisas para corpos do sistema solar exterior
concentravam-se no plano eclíptico, no qual é encontrada
a maioria dos corpos do sistema solar, incluindo a Terra.
|
|
A proporção da distância
entre os diferentes planetas do sistema solar e Éris. |
| |
Observações subsequentes foram levadas
a cabo, de forma a estimar a distância e o tamanho, o que
levou a que a sua descoberta não fosse anunciada antes de
terem sido determinadas com maior exactidão a dimensão
e a massa de Éris.
Entretanto, foi intempestivamente anunciada, por um outro grupo
em Espanha, a descoberta de um corpo celeste apelidado de 2003
EL61, precisamente o que a equipa norte-americana estava a observar,
o que levou esta a acusar o grupo espanhol de falta de ética
e a anunciar, de forma precipitada, a descoberta de Éris
no dia 29 de Julho de 2005. No mesmo dia, outros grandes planetóides
foram anunciados: 2003 EL61 e 2005 FY9, lançando a confusão
na imprensa com uma plétora de descobertas importantes
ao mesmo tempo.
|
 |
Apesar de previamente terem sido descobertos
grandes planetóides
na cintura de Kuiper, eram todos menores em dimensão quando
comparados com Plutão. Pelo contrário, Éris
revelou-se maior, lançando o debate sobre a sua categorização
como décimo planeta, tal como pretendido pelos seus descobridores
ou como um simples planetóide.
|
| Órbitas de Éris e Plutão com datas e distâncias
em UA. |
| |
A indefinição prolongou-se por largos
meses, lançando a discórdia entre os astrónomos
do que seria um planeta. Pouco tempo depois, no encontro da UAI
não houve consenso quanto à categorização
deste novo mundo como um planeta principal. No entanto, onze dos
dezenove membros apoiariam que fosse categorizado como planeta,
enquanto que 6 membros propuseram que se reduzisse o número
de planetas principais para oito, retirando também o estatuto
a Plutão. Até à decisão final, todos
os corpos celestes a orbitarem para além de Plutão
serão classificados apenas como objectos transneptunianos.
A UAI fez uma reunião geral em Agosto de 2006: na proposta
inicial da definição do termo "planeta", Éris
seria categorizado como um planeta. No entanto, a pressão
de um grupo de astrónomos fez com que uma nova definição
fosse escrita, que acabou por ser aprovada unanimemente, atirando Éris,
Ceres e Plutão para um novo grupo de corpos celestes -
os "planetas-anões", que não são
reconhecidos como planetas principais.Éris recebeu
o nome da deusa grega da discórdia.
Com a descoberta de Disnomia, um satélite
de Eris, Michael Brown e Emily Schaller, astrônomos do Instituto
de Tecnologia da Califórnia, puderam medir de maneira precisa
a massa do Eris com ajuda do telescópio espacial Hubble.
Eris tem aproximadamente 27% mais massa que Plutão segundo
os pesquisadores, que tiveram os trabalhos publicados na edição
da revista "Science" de 15 de junho.
Geologia planetária
|
Éris é o maior corpo celeste conhecido para além
da órbita de Neptuno, logo, maior que Plutão. Tal
como Plutão, é composto de uma mistura sólida
de gelo e rocha. Ambos podem ser vistos como objectos da cintura
de Kuiper ou como planetas gelados, apesar de Éris ser
do tipo disperso, ou seja, terá sido formado na parte interior
da cintura, mas atirado para uma órbita mais distante devido
a uma possível influência gravitacional de Neptuno.
O albedo de Éris não é totalmente
conhecido e o seu tamanho real não pode ser determinado.
Contudo, os astrónomos calcularam que, numa conjectura
extrema, Éris reflectisse toda a luz que recebe, seria
mesmo assim maior que Plutão (2390 km).
Para ajudar a determinar melhor a dimensão deste objecto
celeste, foram feitas análises preliminares com recurso
a observações feitas com telescópios espaciais:
o Spitzer e o Hubble. O primeiro telescópio indicou que Éris
seria 20% maior que Plutão (2274 km); o segundo indicou
que seria apenas 1% maior indicando um albedo extraordinariamente
elevado.
Em Fevereiro de 2006, um artigo da revista Nature da autoria
de um grupo de cientistas alemães indicou que Éris
tem 3000 km ±300km ±100km, ou seja, algo do tamanho
da Lua e 30% maior que Plutão. Para determinar o diâmetro,
o grupo usou observações da emissão térmica
de Éris. A primeira margem de erro tem em atenção
os erros de medida, e a segunda devido à velocidade de
rotação e a orientação do astro serem
desconhecidas.
Estes cientistas determinaram que o albedo é muito semelhante
ao de Plutão, ou seja, é de 0,60 ± 0,10 ± 0,05.
Sugerindo que o metano cause que a superfície gelada seja
bastante reflectora.
É
ris parece ser algo análoga a Plutão e a Tritão
(a grande lua de Neptuno) devido à presença de gelo
de metano.
Ao contrário do aspecto avermelhado de Plutão e
Tritão, o planetóide Éris parece ser cinzento.
Isto parece ser devido à enorme distância de Éris
em relação ao Sol o que permite que o metano condense,
cobrindo uniformemente toda a superfície.
O metano é muito volátil e a sua presença
mostra que Éris se manteve sempre nos confins do sistema
solar, ou seja, sempre foi um mundo extremamente frio levando
a que o gelo de metano subsistisse. Ou, talvez, desfrute de uma
fonte interna de metano que liberte o gás para a atmosfera;
note-se que 2003 EL61, um outro corpo celeste da mesma zona do
sistema solar, revelou a presença de gelo de água,
mas não de metano.
Dados não oficiais com recurso às observações
do telescópio Hubble indicaram que Éris teria um
albedo elevado, sugerindo que a superfície é composta
de gelo fresco.
Atmosfera e clima
Apesar de Éris se encontrar cerca de três vezes mais
afastado do Sol que Plutão, chega a estar suficientemente
perto do Sol para que parte da superfície se descongele
e forme uma fina atmosfera; no entanto não se sabe se isto
acontece realmente.
Devido à sua órbita que se aproxima até 37,8
UA do Sol e se distancia até 97,61 UA, as temperaturas
devem variar entre -232 e os -248 graus célsius.
Éris está tão afastada do Sol que este último,
nos céus daquele mundo, deverá aparecer apenas como
uma estrela brilhante.
Satélite
A lua de Éris, Disnomia, foi descoberta a 10 de Setembro
de 2005. Estima-se que Disnomia seja oito vezes menor e sessenta
vezes menos brilhante que Éris e que orbite esse último
em cerca de catorze dias.
O sistema Éris-Disnomia parece semelhante ao sistema Terra-Lua.
Apesar das dimensões mais reduzidas dos dois objectos,
o satélite de Éris está dez vezes mais próximo
do planeta que orbita que a Lua da Terra apesar de ser oito vezes
menor que a nossa lua.
|
| |
|
| |
| |
| http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89ris_%28planeta_an%C3%A3o%29 |
| |
| |
| |
O texto desta página está sob a GNU
Free Documentation License.
Os direitos autorais de todas as contribuições para a Wikipédia
pertencem aos seus respectivos autores (mais informações em direitos
autorais). Política de privacidade Sobre a Wikipédia Avisos
gerais |
| |
| |
Todos os direitos autorais reservados por Infocop.bio.br Copyright
(c) 2008.
|
|
|

|
|
|