
|
Os dinossauros, como a maioria dos répteis, eram ovíparos. Os maiores ovos conhecidos teriam pesado cerca de 10 kg, ao passo que os menores, somente 400g. Alguns dinossauros, ais como o Troodon, de 3,6m de comprimento, faziam ninhos em colônias. Uns protegiam seus ovos e outros podem ter alimentado e cuidado de suas crias já crescidas.
Veja mais detalhes em Vida na terra
|

|

|

|

|

|
ESTRELAS
|
|

|
| |
Estrelas |
| |
Uma estrela é um corpo
celeste formado de plasma, o quarto estado da matéria (e
não de gás, como muitos
pensam), que se mantém coeso devido a sua força
gravitacional. Esse corpo celeste, por causa de sua pressão
interna, produz energia por fusão nuclear, transformando
moléculas
de hidrogênio em hélio. Uma estrela tem que ter uma
massa acima de um determinado valor crítico (aproximadamente
81 vezes a massa de Júpiter) para que se dêem reações
nucleares de fusão no seu interior. Corpos que não
atingem esse limite, mas que ainda assim irradiam energia por
compressão
gravitacional chamam-se anãs castanhas (ou Anã marrom)
e são um tipo de corpo celeste na fronteira entre as estrelas
e os planetas.
|
 |
|
Centenas de estrelas são visíveis
nesta imagem tirada pelo Hubble Space Telescope do Sagittarius
Star Cloud em nossa galáxia:Via Láctea. |
| |
As estrelas podem ser vistas
como enorme compactadores de matéria. O hidrogénio e o hélio, que estão
na base da sua formação - por serem elementos com
apenas um e dois elétrons (electrões em Portugal),
mais simples de fundir - são lentamente, ao longo de milhões
de anos, comprimidos dando origem a elementos mais pesados, nomeadamente
metais, cujos átomos são mais difíceis de fundir.
Esta incapacidade de fusão, leva irremediávelmente à morte
da estrela, como no caso do Sol. Dado que nos primórdios
do Universo, o hidrogênio (H) e o hélio (He) eram basicamente
os únicos elementos existentes, isso significa que todos
os restantes elementos conhecidos atualmente, como por exemplo o
ferro, o carbono, oxigênio, nitrogênio, foram fabricados
por estrelas. A sua distribuição pelo Universo cabe
principalmente às supernovas, que ao explodirem espalham
por milhões de quilômetros estes materiais, dando origem
a novas estrelas e sistemas planetários.
As estrelas visíveis aparecem como pontos brilhantes no
céu noturno, à exceção do Sol que
devido a sua proximidade é visto como um disco e é o
responsável pela luz do dia. O uso comum da palavra estrela
nem sempre reflete o seu significado astronômico, não
incluindo o Sol e incluindo os planetas visíveis e até mesmo
os meteoros (estrela cadente). Em virtude do uso amplo da palavra,
um fenômeno belo e sem igual ocorrido dia 13 de novembro
de 1833, visível do Canadá ao México, foi
denominado chuva de estrelas. E para o inicio da astronomia bem
como para o observador a olho nú este ponto brilhante pode
ser definido como estrela, pois toda o mapeamento de constelações
foi inicialmente calcado nos pontos brilhantes, embora um ponto
brilhante não seja necessariamente uma única bola
de plasma como o caso da Alpha de Centauro Alpha Centauri que é uma
estrela "ponto brilhante com luz propria no firmamento" formada
por duas estrelas "bolas de plasma gigantes". A nomenclatura
dentro das constelações respeitam a seguinte metrica,
O brilho relativo dentro da constelação é marcado
por letras gregas, sendo Alpha a mais brilhante e o nome da constelação,
sendo que o firmamento terrestre é dividido em 87 constelações
que são agrupamentos calcados na imaginação
humana e historia astrônomica.
Depois do Sol, a estrela mais próxima da Terra é a
Próxima Centauri que fica a 40 trilhões de quilômetros,
mas como não é possível observá-la
a olho nu, pois é uma anã vermelha cujo brilho é bastante
fraco, esse título fica com Alpha Centauri. Sua luz demora
4,2 anos no trajeto dessa estrela até nós (veja
ano luz).
Segundo o diretor da Escola de Astronomia e Astrofísica
da Austrália, Simon Driver, existem pelo menos 70 setilhões
(ou seja 70.000.000.000.000.000.000.000.000) de estrelas no Universo
- cerca de dez vezes o número estimado de grãos
de areia na Terra.
Classificação das estrelas
Há muitos tipos de estrelas que diferem pela massa, composição
e brilho absoluto (não o brilho aparente que varia com
a sua distância). Ao longo da vida de uma estrela a sua
massa e composição se alteram gradativamente devido
aos processo de fusão nuclear.
Segue-se uma pequena lista de alguns dos objectos estelares mais "exóticos":
- anã castanha (ou anã marrom) - um objeto sub-estelar,
onde não tem lugar a fusão de hidrogénio,
mas que brilha em infravermelhos e no vermelho devido a alguns
outros tipos de reações nucleares e ao calor
interno.
anã branca - resultado final da vida de uma estrela de
média grandeza, uma anã branca é o núcleo
que resta da estrela depois que ela ejeta as suas camadas
exteriores.
estrela de nêutrons - o que resta depois da explosão
de uma supernova. É um objecto extremamente denso, mas
não tanto como um buraco negro.
buraco negro - objecto em que a gravidade é tão
intensa que nem a luz lhe consegue escapar (a velocidade de escape é superior à velocidade
da luz).
|
Classificação estelar
Existem diferentes classes de estrelas indo do tipo O que são
muito grandes e brilhantes, até M que são de tamanho
apenas suficiente para iniciar a ignição das reações
termonucleares com o hidrogênio. As estrelas mais comuns de
nossa Galáxia são classificadas de acordo com as classes
O,B,A,F,G,K,M , estabelecidas por Annie Jump Cannon (1863-1941),
a partir de critérios de classificação anteriores
desenvolvidos em Harvard. Posteriormente, Cecilia Payne mostrou
que essa seqüência classificatória corresponde
a uma seqüência de temperatura superficial estelar, onde
as estrelas O são mais quentes do que as B, as quais são
mais quentes do que as A, e assim por diante.
As classes estelares R, N e S foram introduzidas por Morgan e
Keenan, para a classificação de estrelas carbonadas.
Sua definição nunca foi muito clara e seu uso não
se difundiu entre os profissionais. Posteriormente, as classes
R e N foram reagrupadas na classe C.
Além dessas, reconhece-se atualmente mais três classes
estelares: W, L, T. As estrelas W, também chamadas de Wolf-Rayet,
são estrelas muito massivas, mais quentes do que as estrelas
O. As classes L e T, por sua vez, correspondem ao extremo de baixa
temperatura superficial. Estrelas de classe T são, na verdade,
consideradas anãs marrons.
Cada classe tem 9 subclassificações. Nosso Sol é uma
estrela G2.
No diagrama HR, a maior parte das estrelas encontra-se na faixa
conhecida como seqüência principal, que relaciona a
magnitude absoluta e tipo espectral das estrelas que queimam hidrogênio
em seu núcleo.
O Sol é tomado com uma estrela padrão (não
porque seja especial em nenhum sentido, apenas porque é a
estrela mais próxima e melhor estudada que conhecemos),
e a maior parte das características de outras estrelas é usualmente
dada em unidades solares.
Por exemplo, a massa do Sol é
MSol = 1.9891 × 1030 kg
e as massas de outras estrelas são dadas em termos de Massa
Solar, MSol.
|
 |
|
Formação
e evolução
Ciclo de Vida das EstrelasEstrelas nascem em nuvens moleculares, grandes regiões
de matéria de alta densidade (apesar dessa densidade ser um pouco menor
do que aquela obtida numa câmara de vácuo na Terra), e se formam
por instabilidade gravitacional nestas nuvens, causada por ondas de choque
de uma supernova (estrelas de grande massa que iluminam com muita intensidade
as nuvens que as formam. Um exemplo dessa reflexão é a Nebulosa
de Orion).
Estrelas gastam 90% de suas vidas realizando
a fusão nuclear do hidrogênio para produzir hélio
em reações de alta pressão próximo
ao seu centro. Tais estrelas estão na sequência principal
do diagrama de Hertzsprung-Russell. |
| Ciclo de Vida das Estrelas |
| |
Pequenas estrelas (chamadas de
Anãs Vermelhas)
queimam seu combustível lentamente e costumam durar dezenas
a centenas de bilhões de anos (mais do que a própria
existência do Universo até hoje). No fim de suas vidas,
elas simplesmente vão apagando até se tornarem Anãs
Negras.
Conforme a maioria das estrelas esgota seu estoque de hidrogênio,
suas camadas externas expandem e esfriam formando uma Gigante
Vermelha (em cerca de 5 bilhões de anos, quando o Sol já for
uma Gigante Vermelha, ele terá engolido Mercúrio
e Vênus.)
Eventualmente, o núcleo será comprimido o suficiente
para iniciar a fusão do hélio. Então a camada
de hélio se aquece e expande, para em seguida esfriar e
se contrair. A reação expulsa a matéria da área
externa para o espaço, criando uma nebulosa planetária.
O núcleo exposto irradia fótons ultravioletas que
ionizam a camada ejetada, fazendo-a brilhar.
Estrelas maiores podem fundir elementos mais pesados, podendo
queimar até mesmo ferro. O núcleo remanescente será uma
Anã branca, formada de matéria degenerada sem massa
suficiente para provocar mais fusão, mantida apenas pela
pressão de degenerescência. Essa mesma estrela vai
se esvair em uma anã negra, em uma escala de tempo extremamente
longa.
Em estrelas maiores, a fusão continua até que o
colapso gravitacional faça com que a estrela exploda em
uma supernova. Este é o único processo cósmico
que acontece em escalas de tempo humanas. Historicamente, supernovas
têm sido observadas como "novas estrelas" onde
antes não havia nenhuma.
A maior parte da matéria em uma estrela é expelida
na explosão (formando uma nebulosa como a Nebulosa do Caranguejo)
mas o que sobra vai entrar em colapso e formar uma estrela de
nêutrons (um pulsar ou emissor de raios x) ou, no caso das
estrelas maiores, um buraco negro.
A camada externa expelida inclui elementos pesados, que são
comumente convertidos em novas estrelas e/ou planetas. O fluxo
da supernova e o vento solar de grandes estrelas é muito
importante na formação do meio interestelar.
A Evolução estelar explica como as estrelas nascem
e morrem com maiores detalhes.
|
Bilhões de sóis: as estrelas
A estrela mais próxima de Terra depois do Sol é Próxima
Centauro, da constelação de Centauro. Ela concentra-se
a uma distância de 40 trilhões de quilómetros
(40.000.000.000.000) da Terra.
Quando falamos do Sistema Solar ou das poucas estrelas próximas
de nosso planeta, podemos até utilizar a medida convencional
para medir superfícies: o Quilómetro. Mas, como
as distâncias no Universo são imensas, fica difícil
utilizar números com tantos zeros. Para facilitar a compreensão
das distâncias, utilizamos então a unidade de medida
chamada ano-luz, que nada mais é do que a distância
percorrida pela luz em um ano. A luz viaja a uma velocidade de
300 mil quilómetros por segundo (nada viaja mais rápido
do que ela), percorrendo 9,46 trilhões de quilómetros
por ano entre os astros. Assim , a distância de Alfa Centauro
até nós passa a ser de 4,2 anos-luz (40 trilhões
/ 9,46).
Só em nossa galáxia, a Via Láctea, estima-se
que existam , além do Sol, em torno de 100 bilhões
de outras estrelas. As estrelas, globos de plasma denso e super
aquecido, são formadas de nuvens de poeira e de gás
interestelar (principalmente o hidrogénio e hélio).
Reações nucleares transformam hidrogénio
em hélio e liberam energia em forma de calor e luz.
Nomeando as estrelas
Ver artigo principal: Lista de nomes tradicionais de estrelas
A maioria das estrelas tem somente números como nome. Algumas,
no entanto, tem nomes. Esses nomes são tradicionalmente
escolhidos (geralmente provenientes da língua árabe),
por designação Flamsteed ou Bayer. O único órgão
responsável por nomear estrelas reconhecido pela comunidade
científica é o International Astronomical Union.
Um número de companhias privadas (como a International
Star Registry) tenta vender nomes para estrelas, no entanto, estes
nomes não são reconhecidos pela comunidade científica,
nem usado por ela. Eles vêem essas organizações
como fraudulentas, que se aproveitam da ignorância das pessoas
de como uma estrela é nomeada.
Caminhos de reações Nucleares de fusão
Uma variedade de diferentes reações de fusão
nuclear pode ocorrer no núcleo das estrelas, Dependendo
de sua massa e composição. (veja Nucleossíntese
estelar).
As estrelas se formam de uma nuvem composta basicamente de Hidrogênio
e em torno de 25% Hélio e outros elementos mais pesados
em pequenas quantidades. No Sol, com um núcleo a 107 K
de temperatura, núcleos de Hidrogênio se fundem para
formar Hélio em uma cadeia próton-próton:
2(1H + 1H ? 2H + e+ + ?e) (4.0 MeV + 1.0 MeV)
2(1H + 2H ? 3He + ?) (5.5 MeV)
3He + 3He ? 4He + 1H + 1H (12.9 MeV)
Estas cadeias de reações resultam na reação
líquida:
41H ? 4He + 2e+ + 2? + 2?e (26.7 MeV)
onde 4 prótons se fundem para formar um núcleo de
Hélio emitindo 2 pósitrons, 2 neutrinos e 2 raios
gama. Em estrelas mais massivas, o Hélio é produzido
em um ciclo de reações catalisadas pelo carbono,
o ciclo carbono-nitrogênio-oxigênio.
Em estrelas com o núcleo a temperaturas de 108 K e massas
entre 0,5 e 10 massas solares, Hélio pode ser transformado
em Carbono em um processo chamado Processo triplo-alfa:
4He + 4He + 92 keV ? 8*Be
4He + 8*Be + 67 keV ? 12*C
12*C ? 12C + ? + 7.4 MeV
Estas reações pode ser resumidas na reação
líquida:
34He ? 12C + ? + 7.2 MeV
|
| |
|
| |
| http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrela |
| |
| |
|
| |
| |
| |
Todos os direitos autorais reservados por Infocop.bio.br
Copyright (c) 2008.
|
|
|

|
|
|