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Uma galáxia é um grande aglomerado de bilhões
de estrelas e outros objetos astronômicos (nebulosas de vários
tipos, aglomerados estelares, etc.), unidos por forças
gravitacionais e girando em torno de um centro de massa comum.
A visão dos povos antigos
Na mitologia grega, a Via Láctea, galáxia onde o
sistema solar orbita, originou-se após Hércules
apertar com força o seio de sua mãe, Hera, enquanto
era amamentado. Já os seguidores de Pitágoras imaginavam-na
constituída por fogos. Outras escolas antigas, consideravam
a Via Láctea o antigo caminho do Sol, tal qual os rios
deixam suas marcas ao mudar seu rumo, sua marcha permanecia comprovada
por um sem-fim de ardentes pegadas.
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Dimensões das galáxias
A olho nu só podem ser vistas até 3 galáxias
diferentes, uma delas a nossa vizinha Andrômeda que tem o
dobro de tamanho. Quando se diz que a nossa galáxia tem de
tamanho 100 mil anos luz, isto significa que um raio de luz a viajar à velocidade
de 300 mil km/s, demoraria cerca de 100 mil anos para cruzá-la.
Mas apesar de a Via Láctea ter um grande tamanho, comparada
com determinadas galáxias do universo ela é relativamente
uma anã, tome em consideração por exemplo a
colossal Markarian 348 que tem uma impressionante dimensão
de 13 vezes superior à Via Láctea o que significa
que um raio de luz precisaria de 1 milhão e trezentos mil
anos para percorrer toda essa galáxia. Mas esta não é a
recordista das dimensões das galáxias, pois pode-se
mencionar que astrónomos descobriram num aglomerado de galáxias
chamado Abell 2029, uma que tem cerca de 60 a 80 vezes o tamanho
da nossa galáxia, o que novamente em termos científicos
tem cerca de 6 a 8 milhões de anos-luz, e possuirá não
bilhões, mas sim trilhões de estrelas.
Século XVIII
Até o início do século XVIII era reconhecida
como tal apenas um braço da Via Láctea onde esta
o sistema solar e mais algumas do grupo local como a galáxia
de Andrômeda, que podiam ser vistas totalmente, porém
astronomicamente não confirmadas. Por este motivo, muitos
astrônomos ainda na atualidade a chamam comumente de Galáxia,
com maiúscula. A partir daquela época até a
atualidade, mas com o emprego de fotografias de longa esposição
ao telescópio, iniciou-se a descoberta de uma quantidade
imensa de outros sistemas semelhantes Andrômeda que podia
ser vista sem telescópio fato que sugeriu tratarem-se as
manchas leitosas de concentrações de sistemas solares.
Em função da quantidade descoberta foram adotados
catálogos utilizando códigos alfanuméricos,
isto é, formados por letras e números.
A visão atual
Atualmente, uma galáxia é denominada como um sistema
astral composto de numerosos e variados corpos celestes, sobretudo
estrelas e planetas, com matéria gasosa dispersa, animado
por um movimento harmonioso. No Universo conhecido as Galáxias
são os conjuntos mais complexos do Cosmo, cujo comportamento
e interação gravitacional abrange a grupos considerados
locais (Não confundir com a designação Grupo
Local) e grupos distantes.
Por exemplo, a galáxia onde o Sistema Solar se encontra,
faz parte de um desses agrupamentos, batizado como Grupo Local,
que inclui a Via Láctea aglomerada com cerca de 18 outras
galáxias, entre as quais encontra-se a de Andrômeda
e várias outras galáxias-satélites de ambas
e outras menores.
Morfologia das Galaxias
As galáxias dividem-se em vários tipos morfológicos
diferentes segundo a estrutura que apresentam. A técnica
de classificação morfológica utilizada na
sua tipologia é primitiva, em virtude de seu caráter
meramente descritivo.
Galáxias espirais
Galáxia espiral é uma galáxia que apresenta
grandes braços de estrelas e nuvens de poeira. Estes parecem
enrolados em forma de lâminas de hélice em espiral
(helicóides) partindo de um centro denso chamado também
de núcleo central. Quando sua conformação
helicoidal é normal, são distinguidas pelos astrônomos
com a letra S de Spiral.
Galáxias em barra
São as galáxias cujos braços helicoidais
e núcleo central são menos desenvolvidos que os
das galáxias espirais normais. Seu núcleo possui
a forma de uma barra, ou apresentam uma zona central cilíndrica
com braços espiralados a sair das extremidades desse cilindro.
Seguem o mesmo princípio de identificação
das Galáxias Espirais, alguns astrônomos as consideram
uma sub-categoria das primeiras. As Galáxias em Barra,
são designadas com as letras SB de Spiral Bar. À estas
denominações ainda seguem-se as letras a, b ou c,
que indicam a abertura dos helicóides e/ou seu passo de
hélice. Acredita-se que a Via Láctea se assemelha
bastante à galáxia de Andrômeda, de forma
espiral e cujo tipo é SB (Espiral em barra), e que ambas
têm na sua estrutura duas partes principais, ou seja, o
seus discos ou núcleos, tem a forma de uma lente, cuja
densidade estelar é bastante alta, e o halo, ou região
mais externa a densidade é difusa....
Galáxias elipticas
Galáxia Elíptica M32Na tipologia das Galáxias
Elípticas, ainda estão inseridas as Galáxias
Circulares. Ambas são designadas pelos astrônomos
com a letra E de Elliptic, e um número compreendido entre
zero e sete. A função deste número é expressar
excentricidade da elipse, ou, a diferença relativa entre
o seu raio maior e o raio menor, (no caso das galáxias
circulares usa-se normalmente a identificação E1).
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A Via Láctea
A Via Láctea é uma grande galáxia espiral,
e o Sol encontra-se num dos seus braços espirais. Também
a Galáxia de Andrómeda é uma galáxia
espiral. As duas maiores galáxias-satélite da Via
Láctea, por seu lado (a Grande Nuvem de Magalhães
e a Pequena Nuvem de Magalhães), eram classificadas como
galáxias irregulares, mas uma observação
mais minuciosa detectou estruturas de galáxias em barra,
e desde então elas são classificadas como "SBm",
um quarto tipo de galáxias em barra. No meio de nossa e
de muitas outras galáxias, há provavelmente um poderoso
buraco negro com mais ou menos 600 mil massas solares. Isso é o
que mantem a galáxia uniforme. Não somos sugados
pelo buraco negro por causa da atração das espirais.
As galáxias elípticas e em barra não tem
espirais pois podem ter um buraco de massa muito mais poderoso.
O estudo das galáxias
A formação das galáxias é um dos objectos
de estudos da cosmologia. A teoria mais comum sobre a formação é de
que depois do big bang os gases tenham, durante o processo de
esfriamento, se juntado a nuvens sob a influência da gravitação,
e de que dessas nuvens tenham se originado as galáxias.
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