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Os dinossauros, como a maioria dos répteis, eram ovíparos. Os maiores ovos conhecidos teriam pesado cerca de 10 kg, ao passo que os menores, somente 400g. Alguns dinossauros, ais como o Troodon, de 3,6m de comprimento, faziam ninhos em colônias. Uns protegiam seus ovos e outros podem ter alimentado e cuidado de suas crias já crescidas.
Veja mais detalhes em Vida na terra
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IO
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Io |
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Io é uma das quatro grandes luas de Júpiter,
conhecidas como Luas de Galileu em honra ao seu descobridor Galileu
Galilei.
Io, ligeiramente maior que a Lua, é também a quarta
maior lua do sistema solar, logo a seguir a Ganímedes,
Titã e Calisto (esta última e Ganímedes são
também luas de Galileu em Júpiter).
Mesmo com o seu tamanho algo modesto e apesar de estar localizada
num local frio do sistema solar, Io é descrita como o que
mais se aproxima do conceito de inferno em todo o sistema solar,
já que é o local com maior actividade vulcânica
do Sistema Solar. Os seus vulcões chegam a atingir temperaturas à volta
dos 1700 graus Celsius, logo, mais quentes que os vulcões
da Terra (acredita-se que também os vulcões dos
primórdios da Terra atingissem temperaturas semelhantes).
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Aliada à maior concentração vulcânica
do sistema solar, a libertação de compostos de enxofre
durante as erupções confere a Io a aparência
de um mundo de diferentes cores: branco, vermelho, laranja, amarelo
e preto. Outra consequência desta actividade vulcânica
consiste na expulsão de matéria e gases que se afastam
para centenas de quilómetros de altura. Devido à fraca
gravidade, alguma dessa matéria escapa para o espaço,
formando um toro em redor de Júpiter.
Mitologia
O nome desta lua provém de Io, uma das paixões de
Zeus (que corresponde ao deus romano Júpiter), segundo
a mitologia grega . Apesar do nome ter sido sugerido pela primeira
vez por Simon Marius, só no século XX é que
o seu uso tornou-se corrente. Até então era conhecida
pela denominação, em numeração romana,
Júpiter I.
Na mitologia, Io era uma ninfa (ou princesa, segundo outras versões)
por quem Zeus (Júpiter) se apaixonou. O deus metamorfoseou-a
em vaca para a proteger dos ciúmes de Hera (Juno na mitologia
romana), a mulher de Zeus. Hera encarregou, então, o boieiro
Argo de vigiá-la. Zeus ordenou Hermes (Mercúrio)
a retirar Io da vigilância de Argo. Hermes só o conseguiu
depois de ter adormecido Argo ao som da flauta de Pã, matando-o
em seguida. Hera deu à sua ave consagrada, o Pavão,
os cem olhos de Argo para que o fantasma do boieiro continuasse
a perseguir a virgem-novilha Io.
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| Satélite Júpiter
I |
| Características orbitais |
| Circunferência
orbital |
0,018 UA |
| Excentricidade |
0,0041 |
| Período
orbital |
1,769137786 d |
| Velocidade
orbital média |
17,334 km/s |
| Inclinação |
0,05° |
| Características físicas |
| Diâmetro
equatorial |
3642,6 km |
| Área
da superfície |
41 910 000 km² |
| Volume |
2,53×1010 km³ |
| Massa |
8,9319×1022 kg |
| Densidade
média |
3,528 g/cm³ |
| Gravidade
equatorial |
0,183 g |
| Dia
sideral |
1 d 18 h 23 min 23 s (rotação
síncrona) |
| Velocidade
de escape |
2,6 km/s |
| Albedo |
0,63 |
| Intervalo
de Temperatura |
-183ºC a 1727ºC
média: -143ºC |
| Composição
da Atmosfera |
| Pressão
atmosférica |
vestígios |
Dióxido
de enxofre
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90% |
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História de observação e exploração
A lua Io foi descoberta a 7 de Janeiro de 1610 por Galileu através
da sua luneta. Io apresenta-se no céu nocturno com 5,0
de magnitude.
Contudo, alguns autores defendem que a descoberta se deveu a
Simon Marius. Este publicou os resultados das suas observações
no seu trabalho de 1614 «Mundus Jovialis», onde revela
que teria descoberto as luas uma semana antes de Galileu, no final
de 1609. Galileu duvidou desses factos e catalogou o trabalho
de Marius como plágio.
Imagem de Io e Júpiter tiradas a partir da Terra por um
astrónomo amador.
Impressão artística da aproximação
da sonda Galileo a Io.
Em meados do século XX, observações feitas
sugeriram que as regiões polares de Io eram avermelhadas.
Com a passagem das sondas Pioneer, na década de 1970, pouco
se descobriu sobre Io. A Pioneer 10 não conseguiu obter
nenhuma imagem devido à radiação de Júpiter.
Mas, com a Pioneer 11, conseguiu-se uma imagem adequada em que
se verificava que a região polar se apresentava de cor
alaranjada, contrastando com equador esbranquiçado. Nesta
altura, já se sabia que Io tinha atmosfera, se bem que
pouco densa.
Nas observações feitas a partir da Terra, os astrónomos
verificaram que Io tinha algumas características insólitas.
Em 1974 notou-se que Io estava rodeada de uma neblina amarelada,
composta de átomos de Sódio. De facto, parecia viajar
através de uma ténue neblina (o Toro de Plasma de
Io) que cobria a sua órbita cercando Júpiter. Presumia-se
na altura que Io fosse a fonte dessa neblina, se bem que ninguém
conseguisse explicar qual a sua causa.
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Quando a sonda Voyager 1 enviou as primeiras
imagens, nas proximidades de Io, em 1979, os cientistas esperavam
encontrar numerosas crateras.
Contrariamente a todas as expectativas, Io quase que não
tinha crateras. Na verdade, possuía uma superfície
ainda jovem causada pela intensa actividade vulcânica que
cobriu quase por completo os sinais quaisquer crateras. A Voyager
1 conseguiu observar nove vulcões activos na superfície;
mais tarde, a Voyager 2 observou oito dos nove em actividade, verificando-se
que o maior dos vulcões estava inactivo.
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| Imagem de Io e Júpiter tiradas a partir da Terra por um
astrónomo amador. |
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A surpresa devida à descoberta de vulcões activos
despertou o interesse da cultura popular por esta lua, que passou
a ser referida em livros, filmes, jogos ou vídeos de música. É descrito
em obras de ficção cientifica como «2010: Odyssey
Two» de Arthur C. Clarke (1984) ou no filme Outland de 1981.
A 8 de fevereiro de 1992, a sonda Ulysses usou a gravidade de
Júpiter para poder explorar os pólos do Sol. A Ulysses
estudou o Toro de Plasma de Io que circunda Júpiter, verificando,
também, uma diminuição na quantidade de vulcões
em erupção.
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Impressão artística da aproximação
da sonda Galileo a Io. |
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Depois de ter chegado a Júpiter em 1995, só no
final de 1999 é que a sonda Galileo sobrevoou Io, devido à proximidade
da lua a Júpiter. Assim a aproximação a Io
foi guardada para mais tarde na missão. A Galileo aproximou-se
mais do que qualquer sonda, tirou melhores fotografias, observou
vulcões em erupção e permitiu a descoberta
de que Io tem um grande núcleo de ferro, tal como os planetas
telúricos do sistema solar interior.
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Geologia planetária
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Io possui um diâmetro médio de 3642,6 km e tem uma
densidade relativamente alta de cerca de 3,56 g/cm³. Assim,
tem uma densidade um pouco maior e um diâmetro também
pouco maior que a Lua.
Diferentemente das luas do sistema solar exterior, Io apresenta
grandes semelhanças com os planetas telúricos, como
a Terra, onde as rochas de silicatos são predominantes.
Os dados da sonda Galileo sugerem que Io tem um núcleo
de 900 km de diâmetro constituído por ferro e, possivelmente,
com porções de pirita.
Este pequeno mundo tem uma luminosidade considerável,
proveniente de alguns lagos incandescentes devido às altas
temperaturas, mas a maioria dessa luminosidade provém de
descargas eléctricas entre Júpiter e Io.
Ao contrário das outras luas de Galileu, Io tem pouca
ou nenhuma água. Isto acontece provavelmente porque, no
início do sistema solar, Júpiter era quente o suficiente
para afastar os elementos voláteis junto à sua superfície
(o que inclui Io), mas não para fazer o mesmo com as outras
luas.
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Possível estrutura interna de Io. O núcleo deverá ser
metálico (ferro, níquel) mostrado a cinzento, envolto
por uma concha rochosa (mostrada a castanho) que se estende até à superfície. |
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Topografia geral
A superfície ioniana está coberta por manchas brancas,
vermelhas, cor-de-laranja, amarelas e negras, cores que têm
origem na matéria sulfurosa (enxofre e dióxido de
enxofre sólidos) a diferentes temperaturas libertada pela
erupção azul dos seus vulcões. A região
equatorial de Io é de tons laranja-escuro; os pólos
são mais escuros e avermelhados.
Existem montanhas escarpadas de origem não vulcânica
com vários quilómetros de altura, planaltos formados
por materiais em camada, e muitas caldeiras com aspecto irregular.
Várias das formações negras correspondem
a pontos quentes e podem ser lava a fluir. Não existem
muitas crateras de impacto, dado que os depósitos vulcânicos
cobrem a superfície mais rapidamente que o número
de grandes crateras causadas por asteróides e cometas.
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Imagem com cor aproximadamente verdadeira tirada pela sonda Galileo |
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Actividade vulcânica
extrema
Esta intensa actividade vulcânica eliminou da superfície
qualquer rasto de gelo, como seria de esperar num satélite
de Júpiter. Da mesma forma que os vulcões da Terra,
os vulcões ionianos emitem enxofre e dióxido de enxofre.
Originalmente, julgava-se que as correntes de lava eram constituídas
por substâncias sulfurosas. Contudo, hoje pensa-se que são
silicatos rochosos derretidos, tal como acontece, também,
na Terra. A Galileo detectou mais de cem vulcões em erupção,
e especula-se que deverão existir pelo menos trezentos.
A energia para este vulcanismo deriva de efeitos de maré gerados
pela interacção de Io, Júpiter, Europa e
Ganímedes. As três luas encontram-se em ressonância
orbital (ressonância de Lapace), de modo que Io orbita duas
vezes por cada órbita de Europa que, por sua vez, orbita
duas vezes por cada órbita de Ganímedes; além
disso, Io mantém sempre a mesma face virada para Júpiter.
A interacção gravitacional de Europa, Ganímedes
e Júpiter, obriga o diâmetro de Io a sofrer constantes
variações (cerca de 100 metros), num processo que
gera calor através de fricção interna.
O maior complexo vulcânico é Ra Patera, que possui
correntes de lava de 200 km de comprimento e uma caldeira de 50
km de diâmetro. Nas imagens da Voyager 1, o vulcão
tinha um contorno em forma de coração, mas que se
apresentava perfeitamente oval nas imagens da Voyager 2, o que
revela a incrível variedade e variação das
características da superfície.
A pluma de erupção do vulcão Pele, em erupção
aquando a voyager 2 alcançou este indescritível
mundo, subia cerca de 275 km, quatro meses depois da passagem
da Voyager 1. Pele é, também, a formação
mais característica desta lua.
Loki é o centro vulcânico mais poderoso do sistema
solar e estava activo aquando da passagem da Voyager 1, mostrando-se
inactivo quando a Voyager 2 sobrevoou Io. Loki emite mais calor
que todos os vulcões da Terra combinados. Prometeu é outro
centro eruptivo significativo em Io. Muitos destes vulcões
são cercados por «halos» circulares toscos,
presumivelmente de matéria ejectada. São também
visíveis correntes de lava nas imagens captadas.
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A ausência de crateras, havendo registo de treze estruturas
de impacto e 78 prováveis, sugere que a superfície
seja regenerada por depósitos vulcânicos a cada período
de um milhão de anos. As matérias expelidas dos vulcões
em actividade escorrem ao longo das vertentes das montanhas vulcânicas
elevando-se em jactos imensos para voltarem a cair sobre a paisagem
policromática, cobrindo desse modo antigas crateras abertas
pelo impacto de meteoritos.
Algumas das plumas vulcânicas com material ejectado da
superfície de Io foram expelidas até mais de 300
km da superfície antes de voltarem a cair de volta, a uma
velocidade de cerca um quilómetro por segundo. Os gases
expelidos são lançados a velocidades de 1500 a 3200
quilómetros por hora e as nuvens de cinza até 150
a 300 quilómetros de altura.
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Tvashtar Catena é um conjunto de crateras vulcânicas,
observada 10 meses depois de duas sondas terem observado uma erupção
de uma pluma de erupção dantesca. As partes de depósitos
escuros e claros que irradiam do centro da cratera vulcânica
(ou patera), são remanescentes dessa mesma pluma. |
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Tvashtar é uma cadeia de crateras vulcânicas
que ficou conhecida depois de uma erupção de uma pluma
vulcânica gigantesca. A pluma de erupção atingiu
385 km de altura e cobriu 700 km de terreno circundante. Tvashtar
entrou em erupção de várias formas ao longo
de quase dois anos: uma cortina de lava com 50 km na patera central;
um gigantesco rio de lava ou uma erupção de um lago
de lava na patera gigante da esquerda; e uma erupção
de uma pluma gigante que se julgava que alteraria a topografia regional,
mas que só fez alterações a nível
local.
Em fevereiro de 2001, as maiores erupções vulcânicas
já registadas no sistema solar tiveram lugar em Io.
De notar que os vulcões ionianos não produzem montanhas
vulcânicas. A lava é bastante fluída e forma
pequenos montes levemente inclinados chamados de vulcões-escudo.
Lagos e fontes de lava
As caldeiras ionianas são circulares, profundas e tendem
a ser maiores que as encontradas na Terra. Muitas destas caldeiras
têm material escuro líquido no seu interior, indicando
a presença de lava muito quente e recentemente expelida.
Acredita-se que a caldeira de Pele contém lava líquida
coberta por uma crusta arrefecida de lava flutuante. Este lago
de lava está confinado à zona escura da caldeira
que cobre uma área de cerca de 15 por 19 quilómetros.
Loki possui uma caldeira enorme e continuamente inundada de lava.
As altas temperaturas registadas na parte ocidental da caldeira
levam a acreditar que Loki também seja um lago de lava
activo com material derretido debaixo de uma crusta.
As pateras são centros vulcânicos semelhantes a
caldeiras, mas diferentes dos que são encontrados na Terra
ou no resto do Sistema Solar. Observações feitas
pelas sondas indicam que estes centros vulcânicos podem
ter origem em fracturas e movimentos da crusta. Chaac Patera é um
desses centros e tem cerca de 2,8 km de profundidade, ou seja,
o dobro do Grand Canyon nos Estados Unidos.
As fontes de lava são originadas a partir de material
eruptivo ejectado a partir de uma fissura e encontram-se na região
de Tvashtar. Esta fonte atira matéria derretida a 1,5 km
de altura produzindo um espectáculo visual luminoso e escaldante
já que pode atingir 1327°Celsius.
Atmosfera e clima
A fina atmosfera de Io é composta por dióxido de
enxofre (SO2) e vestígios de outros gases. As sondas Pioneer
demonstraram que Io possui uma atmosfera pouco espessa, com uma
densidade de cerca 1/20 000 da Terra, apesar das grandes quantidades
de gás ejectado pelos vários vulcões. A gravidade é tão
baixa que a sua atmosfera se escapa, quase na sua totalidade,
para o Espaço, tendo, ainda assim, 120 km de altura.
Estudos mostram que as regiões mais quentes, cobertas
por fluxos de lava, alcançam temperaturas até 1727°Celsius;
no entanto a temperatura média nesses locais é de
cerca de 27 graus. Apesar disso, as temperaturas médias
globais são muito mais frias, à volta dos 143 graus
negativos. À noite, a temperatura desce até aos
-184 graus, de tal modo que o SO2 se deve condensar para formar
uma espécie de geleia branca.
Para um mundo tão infernal, as temperaturas médias
são muito baixas, isto deve-se à atmosfera ténue
que não consegue reter o calor do sol e dos seus vulcões.
Assim que os gases são expelidos dos vulcões estes
imediatamente começam a congelar e condensar.
A ionosfera, a 700 km de altura, é constituída
por iões de enxofre, oxigénio e sódio e é constantemente
renovada pela actividade vulcânica, para que a perda de
partículas seja compensada devido à influência
da magnetosfera de Júpiter, logo equilibrando-a.
A nuvem de sódio que é formada é a mais
facilmente visível, apesar da sua origem ser desconhecida,
dado que não foi detectado sódio na superfície
de Io.
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Outra fonte para a energia de Io deve-se à sua passagem
pelas linhas do campo magnético de Júpiter, gerando
uma corrente eléctrica. Apesar de não ser uma fonte
significativa quando comparada com o aquecimento por efeito de marés,
pode originar mais de 1000 gigawatts com um potencial de 400 kilovolts,
retirando cerca de mil quilogramas por segundo de átomos
ionizados da atmosfera de Io.
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O Toro de Io é uma neblina em forma de Donut que circunda
o planeta Júpiter |
Devido à rápida rotação
do campo magnético de Júpiter, essas partículas
formam um toro de radiação intensa, à volta
de Júpiter, que brilha intensivamente em luz ultravioleta.
As partículas que escapam deste toro são parcialmente
responsáveis pela invulgar e grande magnetosfera de Júpiter.
Dados recentes da Galileo mostram que Io pode ter o seu próprio
campo magnético.
A localização de Io em relação à Terra
e a Júpiter tem influência significativa nas emissões
de rádio jovianas vistas da Terra: Quando Io está visível,
os sinais de rádio de Júpiter aumentam significativamente.
Como foi detectada a presença de cloro, pensa-se que o
cloreto de sódio (o sal de mesa) possa existir em Io e
que este possa ter alguma influência no vulcanismo extremo
observado nesta lua.
A origem do sal também não é conhecida,
mas pensa-se possa ser o resultado de reacções químicas
na atmosfera ou até existir em rios subterrâneos
que alimentem os vulcões que por sua vez transportam esse
sal dissolvido.
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Vida em Io
Io é muito diferente das outras três grandes luas de
Júpiter, dado possuir vulcões e uma superfície
rica em enxofre, dando-lhe um aspecto único e colorido.
Apesar de Io ter uma atmosfera, e possuir actividade vulcânica
que pode aquecer a superfície, o ambiente em Io é extremamente
hostil para albergar a vida tal qual a conhecemos na Terra. A
gravidade é demasiadamente baixa, e a atmosfera escapa-se
para o espaço. Esta só existe devido à actividade
contínua dos seus vulcões. As temperaturas variam
do extremamente quente para o extremamente frio devido à inexistência
de uma atmosfera consistente.
No entanto, a sonda Galileo descobriu o que parece ser gelo hídrico
entre as luas e a atmosfera de Júpiter, que poderiam aumentar
a probabilidade de ser encontrada vida em Io, Europa, Calisto
e Ganímedes já que a água líquida,
energia e atmosfera são elementos que podem propiciar a
existência de vida.
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| http://pt.wikipedia.org/wiki/Io |
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