A definição adotada preenche um vazio
que existia neste campo científico desde os tempos do astrônomo
polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). A nova definição
estabelece três grupos de corpos celestes. O primeiro inclui
os oito planetas "clássicos": Mercúrio,
Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.
O segundo grupo inclui Ceres, Plutão e Éris, são
os planetas anões e o terceiro grupo é formado por
pequenos corpos do sistema solar, tais como asteróides
e cometas.
Controvérsias
Até o ano de 2006, considerava-se Plutão o nono
planeta do sistema solar. A controvérsia foi iniciada pela
descoberta de Éris, corpo celeste que se situa além
da órbita de Neptuno e tem dimensões superiores às
de Plutão.
Plutão, descoberto em 1930 pelo cientista norte-americano
Clyde Tombaugh (1906-1997), foi objeto de polêmica há décadas,
principalmente por causa do seu tamanho, cujas estimativas foram
reduzidas ano após ano e cujo valor atual foi estabelecido
em 2.300 quilômetros de diâmetro.
Assim, Plutão é muito menor que a Terra (12.750
quilômetros) e até mesmo menor que a Lua (3.480 quilômetros)
e Éris (3.000 quilômetros), que no entanto está muito
mais longe do Sol.
Outro argumento contra Plutão é a forma pouco ortodoxa
de sua órbita, cuja inclinação não é paralela à da
Terra e a dos outros sete planetas do Sistema Solar.
Desta forma, a União Astronômica Internacional criou
uma categoria de um corpo celeste chamada de planeta anão,
dentro da qual estão incluídos Plutão, Éris
e também o asteróide Ceres, situado entre as órbitas
de Marte e Júpiter.
Formação Planetária
Não se sabe ao certo como os planetas
são formados. A teoria mais aceita é que eles são
formados das sobras de uma nebulosa que não se condensam
sob ação da gravidade para formar uma protoestrela.
Em vez disso, essas sobras se tornam um fino disco protoplanetário
de pó e gás que gira em volta de protoestrela e
começa se condensar sobre concentrações locais
de massa dentro de discos conhecidos como planetesimais. Essas
concentrações ficam cada vez mais densas até que
eles colapsam pela gravidade para formar-se protoplanetas. [1]Depois
que um planeta consegue um diâmetro maior do que uma lua
terrestre, ele começa a acumular uma atmosfera extensa.
Isto amplia a razão de captura do planetesimal por um fator
de dez. [2]
Os impactos enérgicos planetesimais menores aquecerão
o planeta crescente, causando-o, pelo menos, uma fusão
parcial. O interior do planeta começa a diferenciar-se
pela massa, desenvolvendo um núcleo denso. Os menores planetas
terrestres perdem a maior parte das suas atmosferas devido a este
aumento, mas os gases perdidos podem ser substituídos por
gases originários do manto interior e do impacto de cometas
subseqüente. [3](Observe que os planetas menores perderão
qualquer atmosfera que eventualmente ganhem por vários
mecanismos de escape.)
Com a descoberta e a observação de sistemas planetários
em volta de estrelas outras além do nosso próprio,
tem permitido elaborar, revisar ou mesmo substituir estas contas.
Acredita-se agora que o nível de características
metálicas determina a probabilidade que uma estrela tem
de possuir planetas.[4] Portanto, acredita-se que é menos
provável que um pouco metálico, estrela população
II tenha um sistema planetário substancial do que um muito
metálico estrela população II.
Categorias
Os astrônomos distinguem planeta, planeta anão e
pequenos corpos de sistema solares.
Os planetas dentro do nosso sistema solar podem ser divididos
em categorias segundo sua composição.
Planetas telúricos (ou planetas sólidos): Planetas
que são similares a Terra — com corpos largos compostos
de rocha: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.
Planetas gasosos (ou planetas jovianos): Planetas com uma composição
largamente composta por materiais gasosos: Júpiter, Saturno,
Urano, Neptuno. Planetas unrânicos, ou gigantes de gelo,
são uma subclasse dos planetas gasosos, distinguidos dos
verdadeiros jovianos por sua deflexão no hidrogênio
e hélio e uma composição significante de
rochas e gelo.
Planetas do Sistema Solar
Ver artigo principal: Sistema Solar
Abaixo estão eles em ordem crescente de distância
do Sol (com seu respectivo símbolo astronômico em
parênteses e e o números de satélites naturais):
Planetas sólidos
- Mercúrio ( ) sem satélites naturais confirmados
Vénus ( ) sem satélites naturais confirmados
Terra ( ) com um satélite natural confirmado, a Lua
Marte ( ) com dois satélites naturais confirmados:
Fobos e Deimos
Planetas gasosos
- Júpiter ( ) com sessenta e três satélites
naturais confirmados
Saturno ( ) com cinqüenta e seis satélites naturais
confirmados
Urano ( ) com vinte e sete satélites naturais confirmados
Neptuno ( ) com treze satélites naturais confirmados
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