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Os dinossauros, como a maioria dos répteis, eram ovíparos. Os maiores ovos conhecidos teriam pesado cerca de 10 kg, ao passo que os menores, somente 400g. Alguns dinossauros, ais como o Troodon, de 3,6m de comprimento, faziam ninhos em colônias. Uns protegiam seus ovos e outros podem ter alimentado e cuidado de suas crias já crescidas.
Veja mais detalhes em Vida na terra
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MERCÚRIO
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Mercúrio |
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Mercúrio é o mais próximo planeta do Sol
e portanto o primeiro dos quatro planetas rochosos do sistema solar.
Ele também é o menor planeta do nosso sistema, com
diâmetro aproximadamente 40% menor do que o da Terra e 40%
maior do que o da Lua. É até menor do que Ganímedes,
uma das luas de Júpiter e Titã, uma lua de Saturno.
Mercúrio teve o seu nome atribuído pelos romanos baseado
no mensageiro dos deuses, de asas nos pés, porque parecia
mover-se mais depressa do que qualquer outro planeta.
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Ambiente geral
Se um explorador andasse pela superfície de Mercúrio,
veria um mundo semelhante ao solo lunar. Os montes ondulados
e cobertos de poeira foram erodidos pelo constante bombardeamento
de meteoritos.
Existem escarpas com vários quilômetros de altura
e centenas de quilômetros de comprimento. A superfície
está ponteada de crateras. O explorador notaria que o
Sol parece duas vezes e meia maior do que na Terra; no entanto,
o céu é sempre
negro porque Mercúrio praticamente não tem atmosfera
e a que tem não é decerto suficiente para causar
a dispersão da luz. Se o explorador olhasse fixamente
para o espaço, veria duas estrelas brilhantes. Veria
uma com tonalidade creme, Vénus, e a outra azul,que seria
a Terra.
Satélites
Mercúrio é um dos dois planetas que orbitam o Sol
que não tem satélites,álem de Vênus.
Mercúrio e Vênus são considerados "planetas
sem-lua".
História do conhecimento sobre o planeta
1610 - O astrônomo italiano Galileu Galilei faz a primeira
observação de Mercúrio através de
um telescópio. Em 1631 - O astrônomo francês
Pierre Gassendi faz a primeira observação com telescópio
de um trânsito de Mercúrio frente ao Sol. Em 1639
- O astrônomo italiano Giovanni Zupus descobriu que Mercúrio
tinha fases (como a Lua), evidência que o planeta circunda
o Sol e em 1841 - O astrônomo alemão Johann Franz
Encke faz a primeira medição da massa de Mercúrio,
usando as perturbações gravitacionais sobre o
Cometa Encke
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Antes da Mariner 10, pouco era
conhecido sobre Mercúrio
por causa da dificuldade de o observar com os telescópios,
da Terra. Na máxima distância, visto da Terra, está apenas
a 28 graus do Sol. Por isso, só pode ser visto durante o
dia ou imediatamente antes do nascer-do-Sol ou imediatamente depois
do pôr-do-Sol. Quando observado ao amanhecer ou ao anoitecer,
Mercúrio está tão baixo no horizonte, que a
luz tem que passar através do equivalente a 10 vezes a camada
da atmosfera terrestre que passaria se Mercúrio estivesse
diretamente por cima de nós. |
Durante a década de 1880, Giovanni Schiaparelli
criou um esquema onde mostrava algumas estruturas de Mercúrio.
Ele concluiu que Mercúrio deveria estar "preso" ao
Sol de modo a acompanhar o seu movimento, tal como a Lua está "presa" à Terra.
Em 1962, radio-astrónomos estudaram as emissões rádio
de Mercúrio e concluíram que o lado escuro é quente
demais para estar preso, acompanhando o movimento. Era de esperar
que fosse muito mais frio se estivesse sempre virado para o lado
oposto ao Sol. Em 1965, os rádio-astrônomos americanos
Gordon Pettengill e Rolf Dyce calcularam o período de rotação
de Mercúrio como sendo de 59 +- 5 dias baseado em observações
de radar. Mais tarde, em 1971, Goldstein melhorou o cálculo
do período de rotação para 58.65 +- 0.25 dias
por meio de observações do radar. Após observações
mais próximas obtidas pela Mariner 10, o período
foi definido como sendo de 58.646 +- 0.005 dias.
Rotação
Apesar de Mercúrio não estar preso ao Sol, o seu
período de rotação está relacionado
com o período orbital. Mercúrio roda uma vez e meia
por cada órbita. Por causa desta relação
de 3:2, um dia em Mercúrio (desde o nascer do Sol até ao
nascer do Sol do dia seguinte) dura 176 dias terrestres, conforme
se mostra no diagrama seguinte. Mercúrio leva 59 Dias para
completar uma rotação completa em si mesmo.
No passado distante de Mercúrio, o seu período
de rotação deve ter sido menor. Os cientistas especularam
que a rotação deve ter sido de cerca de 8 horas,
mas ao longo de milhões de anos foi gradualmente retardando
por influência do Sol. Um modelo deste processo mostra que
este retardamento levaria 109 anos e deveria ter elevado a temperatura
interior de 100 graus Kelvin.
Mariner 10
Muitas das descobertas científicas sobre Mercúrio
vêm da sonda espacial Mariner 10 que foi lançada
em 3 de Novembro de 1973. Ela passou em 29 de Março de
1974 a uma distância de 705 quilómetros da superfície
do planeta. Em 21 de Setembro de 1974 passou Mercúrio pela
segunda vez e em 16 de Março de 1975 pela terceira vez.
Durante estas visitas, foram obtidas mais de 2,700 fotografias,
cobrindo 45% da superfície de Mercúrio. Até esta
altura, os cientistas não suspeitavam que Mercúrio
tinha um campo magnético. Eles pensavam que, por Mercúrio
ser pequeno, o seu núcleo teria solidificado há muito
tempo. A presença de um campo magnético indica que
o planeta tem um núcleo de ferro que está pelo menos
parcialmente fundido. Os campos magnéticos são gerados
pela rotação de um núcleo condutivo fundido
e este efeito é conhecido por efeito de dínamo.
A Mariner 10 mostrou que Mercúrio tem um campo magnético
que tem aproximadamente 0,1% da intensidade do campo magnético
da Terra. Este campo magnético está inclinado 7
graus em relação ao eixo de rotação
de Mercúrio e produz uma magnetosfera à volta do
planeta. A origem do campo magnético é desconhecida.
Pode ser produzido pelo núcleo de ferro parcialmente líquido
no interior do planeta. Outra origem do campo pode ser a magnetização
remanescente das rochas férreas que foram magnetizadas
quando o planeta tinha um campo magnético forte, durante
a sua juventude. Quando o planeta arrefeceu e solidificou, a magnetização
remanescente permaneceu.
Densidade
Já antes da Mariner 10, sabia-se que Mercúrio tinha
uma alta densidade. A sua densidade é de 5.44 g/cm3 que é comparável à densidade
da Terra, de 5.52g/cm3. Num estado não comprimido a densidade
de Mercúrio é 5.5 g/cm3 enquanto a da Terra é apenas
4.0 g/cm3. Esta alta densidade indica que o planeta é constituído
por 60 a 70 por cento em peso de metal e 30 por cento em peso
de silicatos. Isto dá um núcleo com um raio de 75%
do raio do planeta e um volume do núcleo de 42% do volume
do planeta.
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Características da superfície
As fotografias obtidas pela Mariner 10 mostram
um mundo que parece a Lua. Está crivado de crateras, contém bacias de
anéis e muitas correntes de lava. As crateras variam em tamanho
desde os 100 metros (a resolução de imagem menor que
se consegue obter pela Mariner 10) até 1,300 quilómetros
e estão em vários estados de conservação.
Mercúrio visto do seu extremo sul
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Algumas são recentes com arestas vivas e raios
brilhantes. Outras estão altamente degradadas, com arestas
que foram suavizadas pelo bombardeamento de meteoritos. A maior
cratera em Mercúrio é a bacia Caloris Planitia. Uma
bacia foi definida por William K Hartmann & Gerard Peter Kuiper
(1962) como uma "depressão circular larga com anéis
concêntricos distintos e linhas radiais." Outros consideram
cada cratera com mais de 200 quilómetros como uma bacia.
A bacia Caloris tem 1,300 quilómetros de diâmetro,
e provavelmente foi causada por um projéctil com uma dimensão
de mais de 100 quilómetros. O impacto produziu uma elevação
com anéis concêntricos com três quilómetros
de altura e expeliu matéria pelo planeta até uma distância
de 600 a 800 quilómetros. (Outro bom exemplo de uma bacia
com anéis concêntricos é a região Valhalla
em Callisto, uma lua de Júpiter.) As ondas sísmicas
produzidas pelo impacto em Caloris concentraram-se no outro lado
do planeta e provocaram uma zona de terreno caótico. Após
o impacto, a cratera foi parcialmente cheia com lava. Mercúrio
está cheio de grandes penhascos ou escarpas que aparentemente
se formaram quando Mercúrio arrefeceu e sofreu uma compressão
de alguns quilómetros. Esta compressão produziu uma
crusta enrugada com escarpas de quilómetros de altura e centenas
de quilómetros de comprimento.
A maior parte da superfície de Mercúrio está coberta
de planícies. Muitas delas são antigas e crivadas
de crateras, mas algumas das planícies têm menos
crateras. Os cientistas classificaram estas planícies como
planícies intercrateras e planícies suaves. Planícies
intercrateras estão menos saturadas de crateras que têm
menos de 15 quilómetros de diâmetro. Estas planícies
provavelmente foram formadas quando as correntes de lava cobriram
os terrenos mais antigos. As planícies suaves são
recentes com poucas crateras. Existem planícies suaves à volta
da bacia Caloris. Em algumas áreas podem ser vistas pequenas
porções de lava a preencher as crateras.
Formação do planeta
A história da formação de Mercúrio é semelhante à da
Terra. Há cerca de 4.5 bilhões de anos formaram-se
os planetas. Esta foi uma época de bombardeamento intenso
sobre os planetas, que eram atingidos pela matéria e fragmentos
da nebulosa de que foram formados. Logo no início desta
formação, Mercúrio provavelmente ficou com
um núcleo metálico denso e uma crusta de silicatos.
Depois do intenso período de bombardeamento, correntes
de lava percorreram o planeta e cobriram a crusta mais antiga.
Por esta altura, já muitos dos fragmentos tinham desaparecido
e Mercúrio entrou num período de bombardeamento
mais ligeiro. Durante este período foram formadas as planícies
intercrateras. Então Mercúrio arrefeceu. O núcleo
contraiu-se o que por sua vez quebrou a crusta e produziu as escarpas.
Durante o terceiro estágio, a lava correu pelas regiões
mais baixas, produzindo as áreas mais planas. Durante o
quarto estágio, bombardeamentos de micrometeoritos criaram
uma superfície de poeira que é conhecida por regolito.
Alguns meteoritos pouco maiores atingiram a superfície
e produziram as crateras de raios luminosos. Além de colisões
ocasionais de meteoritos, a superfície de Mercúrio
já não é activa e permanece no mesmo estado
de há milhões de anos.
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| http://pt.wikipedia.org/wiki/Merc%C3%BArio_%28planeta%29 |
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