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Os dinossauros, como a maioria dos répteis, eram ovíparos. Os maiores ovos conhecidos teriam pesado cerca de 10 kg, ao passo que os menores, somente 400g. Alguns dinossauros, ais como o Troodon, de 3,6m de comprimento, faziam ninhos em colônias. Uns protegiam seus ovos e outros podem ter alimentado e cuidado de suas crias já crescidas.
Veja mais detalhes em Vida na terra
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TITÃ
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Titã |
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Titã é a maior lua de Saturno e a segunda maior
de todo o sistema solar, depois de Ganímedes, tendo quase
1 vez e meia o tamanho da nossa Lua. É maior que um planeta
do Sistema Solar: Mercúrio; caso orbitasse o Sol seria um
planeta por direito próprio.
Esta é a única lua no sistema solar a ter uma atmosfera
densa, sendo até mais densa que a da Terra. Pensa-se que
possui lagos de hidrocarbonetos, vulcões gelados, e que
o metano comporta-se quase como a água na Terra, evaporando
e chovendo num ciclo interminável. Titã é um
mundo que se manteve oculto até muito recentemente, coberto
por uma neblina densa e alaranjada.
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Em Janeiro de 2005, foi lançada a sonda Huygens por entre
a neblina, que tirou as primeiras fotografias da superfície
de Titã, mas devido ao nevoeiro, e mesmo com fotografias
muito ficou por saber. Esta sonda levou consigo um milhão
de mensagens de pessoas à volta do mundo. As mensagens foram
enviadas pela Internet, gravadas num CD-ROM e lançadas com
a sonda em 1997, e poderão permanecer no solo titânico
durante milhões de anos e serem descobertas por turistas
espaciais do futuro.
Mitologia
Ver artigo principal: Titãs
Titã (do grego ??t??a?) quando foi descoberto pelo astrónomo
Christiaan Huygens foi simplesmente chamado de Saturni Luna (Latim
para "Lua de Saturno"). Só em 1847 é que
John Herschel (filho de Willian Herschel, o descobridor de duas
outras luas em Saturno) sugere um nome próprio para a lua
sob a denominação "Titã", fazendo
o mesmo para as outras luas que tinham sido descobertas em Saturno.
Todas tomaram nomes de titãs relacionados com Saturno.
Na mitologia grega, os Titãs são seres anteriores
aos deuses do Olimpo e que tinham estatura gigantesca, força
descomunal e eram aliados de Saturno (Cronos) na guerra contra
Júpiter (Zeus) e os deuses do Olímpo, entre eles
Plutão (Hades), Neptuno (Poseidon), gigantes, ciclopes
e hecatonquiros pelo domínio do universo. Os titãs
liderados por Saturno acabaram por ser derrotados depois de dez
anos de guerra e foram confinados ao Tártaro.
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| Satélite Saturno
VI |
| Características orbitais |
| Semi-eixo
maior |
1 221 931 km |
| Circunferência
orbital |
9,553 UA |
| Excentricidade |
0,028 880 |
| Período
orbital |
15,94542 d |
| Velocidade
orbital média |
5,58 km/s |
| Inclinação |
0,348 54° |
| Características físicas |
| Diâmetro
equatorial |
5150 km |
| Área
da superfície |
83×106 km² |
| Massa |
1,345×1023 kg |
| Densidade
média |
1,88 g/cm³ |
| Gravidade
equatorial |
0,14 g |
| Dia
sideral |
15 d 22 h 41 min 27 s (rotação
síncrona) |
| Velocidade
de escape |
2,65 km/s |
| Albedo |
0,21 |
| Intervalo
de Temperatura |
S.D.ºC a S.D.ºC
média: -179ºC |
| Composição
da Atmosfera |
| Pressão
atmosférica |
160 kPa |
Azoto / Nitrogênio
Metano
|
95%
5% |
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História de observação e exploração
Uma das primeiras imagens tiradas de perto do colossal planeta
Saturno, pela Pioneer 11. Titã é o ponto alaranjado por cima
de Saturno, a Terra teria um pouco mais do dobro do tamanho que
apresenta Titã na imagem.A 25 de Março de 1655, o
astrónomo holandês Christiaan Huygens decide apontar
um dos seus novos telescópios para Saturno, com intenção
de estudar os anéis. Estes telescópios eram de qualidade
superior ao usado por Galileu na descoberta das grandes luas de
Júpiter, as chamadas Luas de Galileu. Huygens ficou surpreso
em ver que para além dos anéis, Saturno tinha uma
grande lua.
Titã mostra-se nos céus da Terra uma magnitude
entre +7,9 e +8,7, com um disco de 0,8'' de diâmetro e pode
ser observado com pequenos telescópios (de diâmetros
maiores que 5 cm) ou binóculos potentes.
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No ano de 1944, Gerard Kuiper detectou metano
no espectro de Titã,
evidenciando que tinha atmosfera. Consequentemente, esta lua despertou
especial interesse entre os astrónomos, e observações
por radares, telescópios e modelos de laboratório
mostraram diferentes hipóteses do que seria Titã.
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Uma das primeiras imagens
tiradas de perto do colossal planeta Saturno, pela Pioneer 11.
Titã é o ponto alaranjado
por cima de Saturno, a Terra teria um pouco mais do dobro do tamanho
que apresenta Titã na imagem. |
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De passagem por Saturno, a Pioneer
11 inaugurou assim os estudos feitos por sondas espaciais em 1979
e confirma a existência
de uma atmosfera bastante densa. A 12 de Novembro do ano seguinte
chega a sonda Voyager 1 que passa propositadamente a 7000 km de
Titã, de forma a olhar mais de perto. A combinação
dos dados obtidos pela Voyager 1 revelaram que Titã teria
uma atmosfera semelhante à da Terra primitiva, rica em azoto, árgon,
metano e hidrogénio, numa pressão de 1,5 bar, o que
implicava que havia dez vezes mais gás na superfície
de Titã do que na Terra, mesmo com uma gravidade muito mais
fraca (14% a da Terra). Em 1981, a Voyager 2 atinge Titã,
mas faz apenas uma visita ao longe, já as imagens da Voyager
1 não mostraram características da superfície,
optou-se que a sonda prosseguisse viagem para Urano e Neptuno.
Todas as imagens obtidas mostraram um mundo envolto em neblina
o que tornava a superfície invisível. Carl Sagan
demonstrou que Titã poderia ter moléculas orgânicas,
incluindo constituintes de proteínas (como os aminoácidos).
Devido a estes dois motivos, é criada a missão da
sonda Cassini-Huygens (da NASA e ESA), um esforço conjunto
entre norte-americanos e europeus para estudar Titã e o
resto do sistema saturniano. Depois de quase sete anos de viagem,
a sonda chega a Saturno no dia 1 de Julho de 2004, e começa
por cartografar a superfície por radar. A Cassini sobrevoou
Titã a 26 de Outubro do mesmo ano e tirou imagens de alta-resolução
a apenas 1200 km do planeta, discernindo bocados de claridade
e escuridão que seriam visíveis ao olho humano.
O módulo de Exploração Huygens (da ESA),
que se destinava inteiramente ao estudo da atmosfera e superfície
de Titã, desceu por entre a neblina e pousou na superfície
a 14 de Janeiro de 2005; as imagens mostraram uma superfície
alienígena e adversa, moldada por fluidos líquidos,
mas a presença de líquidos nas imagens não
foram confirmados.
Não existem planos ou estudos para missões tripuladas
por seres humanos a Titã, ou a colonização
deste mundo, pelo menos fora da ficção ciêntifica.
O que não surpreende, dado o nosso conhecimento muito limitado
de Titã. Aparentemente a superfície de Titã é muito
jovem e activa, e contém bastante gelo de água e
talvez oceanos e canais de compostos orgânicos líquidos. É possível
que suporte uma base, mas mais informação sobre
a superfície e actividades teriam que ser conhecidas. A
atmosfera densa e a meteorologia são também factores
a considerar.
Geologia planetária
Titã é maior que um dos planetas principais: Mercúrio,
apesar de ser menos massivo que Mercúrio. Pensava-se que
era a maior lua do sistema solar até recentemente, mas
descobriu-se em observações mais recentes que a
atmosfera densa reflete uma grande quantidade de luz, o que levou
a que se pensasse que seria maior.
Titã tem várias semelhanças com as grandes
luas de Júpiter (Ganímedes e Calisto) e Neptuno
(Tritão) e é metade gelo (de água) e metade
matéria rochosa. Presumivelmente, possui várias
camadas com um núcleo rochoso de 3400 km rodeado por várias
camadas de diferentes formas de cristais de gelo. Mas o interior
do planeta pode ainda ser quente. Apesar de semelhante em composição
com Reia e com o resto das luas de Saturno, é mais denso
devido à compressão gravitacional.
Topografia geral
A superfície de Titã mostra grandes regiões
claras e terreno escuro, incluindo uma grande área com
um grau de reflexão razoável do tamanho da Austrália.
Esta área chama-se Xanadu, e foi identificada a partir
de imagens de infra-vermelhos do Telescópio Espacial Hubble
e da sonda Cassini. Existem em Titã outras áreas
semelhantes a Xanadu e especula-se que serão mares de metano
ou etano, mas as observações da Cassini indicam
que não. A Cassini tem tirado fotografias de alta-resolução
de todas estas áreas, e encontrou marcas lineares enigmáticas,
que alguns cientistas sugerem que indicam actividade tectónica.
De forma a entender melhor as características da superfície
de Titã, a sonda Cassini tem usado radares altimétricos
e abertura sintética para cartografar parte da superfície
durante os encontros com esta lua. As primeiras imagens revelaram
uma geologia diversa e complexa com áreas escarpadas e
outras planas. Existem características que parecem ter
origem vulcânica, que devem libertar água misturada
com amónia. Apresenta ainda zonas raiadas que parecem ser
causadas por partículas levadas pelo vento. As poucas crateras
de impacto aparentam enchimento, provavelmente com chuva de hidrocarbonetos.
A área já cartografada parece ser levemente plana
com nenhuma variação de altura maior que 50 metros;
contudo, o radar altimétrico apenas cobriu parte da região
polar norte.
Nas imagens tiradas a partir da superfície pela sonda
Huygens notam-se evidências de erosão na base das
rochas, indicando possível actividade fluvial. A superfície é mais
escura do que o que se previa, consistindo numa mistura de gelo
de água e hidrocarbonetos. Acredita-se que o "solo" visível
nas imagens é precipitação do nevoeiro de
hidrocarbonetos acima.
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Outras das descobertas da sonda refere-se
a regiões com
material claro cortadas por alinhamentos escuros dentro do terreno
escuro.
O "H de Titã" é uma zona composta pelas
regiões de Fensal (parte norte) e Aztlan (parte sul). Pensa-se
que estas formações de terrenos sejam áreas
altas de gelo de água, rodeadas por terreno raso que é preenchido
com material escuro proveniente da atmosfera.
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O "H de Titã". |
Fensal está sobrecarregada de pequenas "ilhas" com
tamanhos que variam entre os 5 e os 40 quilómetros de diâmetro.
A parte oeste de Fensal é dominada por várias ilhas,
algumas grandes como Bazaruto Facula, área que contém
no centro uma cratera escura bastante grande. As pequenas ilhas
de Fensal são dispersas e circulares, apesar de muitas terem
a aparência de ter uma orientação este-oeste.
Por outro lado, Aztlan aparece quase desprovido de pequenas ilhas,
mas com três grandes ilhas na zona ocidental. A maior das
quais é Sotra Facula que mede 240 por 120 quilómetros
de diâmetro.
Lagos de metano
Há muito que se acredita na existência de lagos e
mares de metano e etano em Titã. Contudo, mesmo que muitos
aspectos da superfície possam ser explicados como sendo
produtos de líquidos, não existem provas conclusivas
para determinar a existência de líquidos na superfície
no momento.
Quando a sonda Cassini chegou ao sistema saturniano, esperava-se
que lagos ou oceanos de hidrocarbonetos pudessem ser detectados
por luz do sol reflectida da superfície, o que não
aconteceu até hoje. Medições de radar recentes
a partir da Terra sugerem que não existe nenhum grande
oceano de etano em Titã, mas pode ser que ainda existam
pequenos lagos.
Os achados da Huygens a 14 de Janeiro de 2005 não mostram
nenhuma área com líquidos, apesar de haver uma indicação
muito forte disso no passado recente. As imagens da Huygens mostram
pequenos montes atravessados por canais escuros de drenagem. Os
canais dirigem-se para uma região larga, plana e escura.
Pensava-se inicialmente que a região escura fosse um lago
de fluídos. Todavia, tornou-se claro que a Huygens pousou
na região escura e sólida.
Não foi encontrada nenhuma prova imediata da existência
de líquidos no local de pouso da Huygens. A superfície
foi imediatamente estudada quando a sonda pousou e verificou-se
que o local era semelhante a areia solta ou argila molhada; isto é,
uma crosta dura que cobre um material pegajoso. Contudo, análises
subsequentes dos dados sugeriram que estes dados foram obtidos
porque a sonda ao cair deslocou um seixo grande, e que o terreno
seria melhor descrito como uma forma de areia feita por grãos
de gelo. As imagens tiradas depois do pouso mostram um terreno
plano coberto por seixos. Estes seixos, que podem ser constituídos
por gelo de água, são algo redondos, o que indica
a acção de fluidos.
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Hipoteticamente, a Huygens pode ter pousado durante uma estação
seca em Titã, e que os períodos de chuva de metano
no passado recente podem ter formado lagos que subsequentemente
evaporaram. O tempo desses intervalos de períodos de chuva
são desconhecidos, e os cientistas relembram que a Huygens
pousou apenas num pequeno local numa lua do tamanho de um planeta,
o que é insuficiente para avaliar todo o globo. |
| Uma intrigante marca escura que pode
ser o local de um lago presente ou antigo de hidrocarbonetos líquidos. |
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Recentemente, os cientistas da
Cassini anunciaram a descoberta de algo escuro e enigmático no pólo sul
de Titã que acreditam ser um pequeno lago criado por precipitação
das nuvens que se conjugam na região. Mas a área que
se assemelha a uma costa no seu perímetro e a presença
frequente de nuvens de tempestade, fazem deste local o melhor candidato
conhecido de um lago em Titã. No entanto, esta identificação
permanece incerta, já que pode ser uma depressão vasta
preenchida por hidrocarbonetos sólidos e escuros que caíram
da atmosfera. A área semelhante a costa pode ser o resultado
de um processo não ligado a chuva, tais como uma caldeira
vulcânica ou um fosso.
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Vulcões gelados
Criovulcões em Titã em cores falsas, observado pela sonda Cassini.Durante
a aproximação a Titã pela Cassini a 26 de Outubro de 2004,
observou-se uma superfície global lisa com poucas crateras de impacto.
Isto sugere que a lua tem uma superfície que se renova constantemente.
As imagens da Cassini revelaram uma área vasta escura chamada Ganesa
Macula que é uma estrutura com 180 km que se assemelha às abobadas
de panquecas vulcânicas observadas em Vénus pela sonda Magellan.
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Criovulcões em Titã em
cores falsas, observado pela sonda Cassini. |
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Estes vulcões funcionam a baixas temperaturas,
pelo que se denominam criovulcões. Foi possível obter
imagens que sugerem criovulcões activos. A detecção
de Árgon 40 na atmosfera indica que os vulcões cospem
plumas de água e amónia. A evidência de actividade
vulcânica da última missão da Cassini sugere
que as temperaturas são provavelmente mais altas nos viveiros
de criovulcões.
Dado que a existência de lagos em Titã permanece
por confirmar, alguns cientistas acreditam que as características
escuras na lua são causados por criovulcanismo que por
fluidos à superfície.
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Atmosfera e clima
Animação de um intervalo de duas horas que mostra
nuvens no pólo sul de TitãTitã é a única
lua do sistema solar com uma atmosfera completamente desenvolvida
que consiste em bem mais que vestígios de gases. A presença
de uma atmosfera foi primeiro vista por Gerard Kuiper em 1944. Desde
então, as observações das sondas Voyager mostraram
que a atmosfera titânica é mais densa que a da Terra,
com uma pressão á superfície de uma vez e meia
a do nosso planeta e suporta uma camada de nuvens opacas que ocultam
aspectos da superfície de Titã.
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Animação de um intervalo de duas horas que mostra
nuvens no pólo sul de Titã |
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A atmosfera é composta por 95% de Azoto, a
atmosfera mais densa e rica em azoto do sistema solar, a par da
Terra - com vestígios significativos de vários hidrocarbonetos
(incluindo metano, etano, diacetileno, metilacetinelo, cianoacetileno,
acetileno, propano, além de dióxido de carbono, monóxido
de carbono, cianogeno, hidrocianido e hélio.) Titã não
tem um campo magnético e, por vezes, orbita à volta
da magnetosfera de Saturno, expondo-a directamente ao vento solar.
Isto pode ionizar e levar algumas moléculas do topo da
atmosfera.
A alta densidade da atmosfera deve-se essencialmente à baixa
temperatura, já que as colisões entre as moléculas
dos gases não são suficientes para as acelerar até à velocidade
de escape. E, o calor gerado dentro do planeta pode vomitar material
para a atmosfera através dos criovulcões, tornando
assim a atmosfera mais espessa.
A neblina
Pensa-se que os hidrocarbonetos na alta atmosfera de Titã e
em reacções resultem da quebra do metano pela luz
ultravioleta do Sol, produzindo uma camada opaca de neblina. Esta
neblina impediu que as primeiras sondas que observaram Titã pudessem
ver a superfície, estimulando cientistas e curiosos.
Nuvens variadas dispersas pontuam numa neblina quase completa
na atmosfera de Titã. Essas nuvens são provavelmente
compostas de metano, etano e outros compostos orgânicos
simples. Outros compostos químicos mais complexos em pequena
quantidade produzem a cor alaranjada que é visível
do espaço.
A atmosfera muito espessa bloqueia a luz do sol, que demora 8
dias terrestres a atravessar o céu de Titã. A sonda
Huygens não conseguiu detectar a posição
do sol durante a sua descida, e apesar de ser capaz de tirar imagens
da superfície, os cientistas dizem que o processo foi como
fotografar asfalto em poeira. Logo, é improvável
que Saturno seja visível a partir da superfície
de Titã.
A Cassini também detectou nuvens altas no pólo
Sul de Titã, mas que não aparentam ser de metano,
como seria esperado. A descoberta tem surpreendido os cientistas,
e estão a decorrer estudos para determinar a composição
das nuvens e decidir se a atmosfera de Titã precisa de
ser reavaliada. A Cassini indicou que Titã, tal como Vénus, é um "super
rodador", ou seja, a atmosfera roda à volta do eixo
da lua mais rápido que a superfície. Ao invés
da Terra, onde a atmosfera é mais lenta. A velocidade de
rotação no equador é cerca de 1670km/hora.
Ciclo do metano
O metano nas temperaturas comuns de Titã encontra-se no
estado gasoso, mas a atmosfera de Titã destroi gradualmente
o metano que vai para a atmosfera superior num processo conhecido
como o ciclo do metano. Contudo, os compostos mais complexos de
carbono, formados a partir de metano são líquidos
a essas temperaturas. Estes compostos caem sob a forma de chuva
e formam lagos com alguns metros de profundidade, talvez cobertos
por blocos de gelo de amoníaco. Os lagos aparentemente
evaporam-se, mas nenhum processo químico ou físico
nas condições de Titã permite a retransformação
destes compostos novamente em metano. A maior parte do metano
deve ter origem na superfície ou através de criovulcões
que alimentam novamente a atmosfera e que depois condensam-se
e volta a cair em forma de chuva de metano, completando o ciclo.
A Huygens também indicou que, periodicamente, chove metano
líquido e outros compostos orgânicos para a superfície.
Este provável ciclo do metano em Titã, em parte,
assemelha-se ao ciclo da água na Terra. Apesar disso, Titã é um
mundo impróprio para ser visitado já que o metano é mortal
para o homem e a temperatura é extremamente baixa.
As estações do ano
Na superfície, a temperatura de Titã é de
cerca de -179°C. Nesta temperatura o gelo de água não
sublima, criando uma atmosfera com praticamente nenhum vapor de água.
As temperaturas variam pouco do equador para os pólos
e do dia para a noite, onde a temperatura raramente deverá chegar
aos -50°C ao meio-dia. Tal como a Terra, Titã tem estações
do ano, e cada estação do ano equivale a sete anos
completos na Terra, já que Saturno demora quase 30 anos
a dar uma volta ao Sol. A observação de tempestades
na região sul do pólo Sul de Titã em Junho
de 2005, onde é Verão no hemisfério Sul,
levou a especular que uma área escura poderia ser um reservatório
de chuvas de metano em Titã.
Vida em Titã
Os espectógrafos da Voyager 1 deram a conhecer a existência
de moléculas orgânicas, e em particular de hidrocarbonetos
já complexos de metano, que já tinham sido detectados
a partir da Terra, mas também de acetileno e outros compostos
num mundo que se revelou interessante para os exobiologos. Foi
também descoberto ácido cianídrico (HCN),
uma molécula um tanto simples composta por três átomos,
mas que são as bases azotadas do ADN, o código com
que se "escreve" a vida.
Como existe metano e monóxido de carbono em quantidade
suficiente e Titã está suficientemente próximo
do Sol, o planeta pode ser afectado pela luz ultravioleta. As
radiações mais fortes do Sol, na alta atmosfera
de Titã, leva a que as moléculas do Metano (CH4)
formem moléculas mais complexas. Os hidrocarbonetos mais
pesados aglomeram-se e produzem as opacas camadas de aerossol
alaranjado com 200 km de altura, até serem demasiado pesados
e, assim, descem à superfície. Lentamente e durante
a história desta lua, uma contínua camada orgânica
foi cobrindo toda a superfície até, pelo menos,
centenas de quilómetros. Devido a isto, Titã tem
semelhanças com a Terra primordial. Titã tem sido
visto como uma Terra primitiva no congelador, com o embrião
da vida congelado.
A existência de criovulcanismo em Titã tem importantes
implicações na exobiologia, já que expõe
os orgânicos da superfície à água líquida.
A química aquosa permite que os hidrocarbonetos formem
espécies pré-bióticas mais evoluídas
e oxidadas, tais como aminoácidos. Num modelo feito, e
como uma abóbada de apenas 1 km de altura levaria 5 x 10³ anos
a se congelar com lava feita inteiramente de água líquida,
e levaria até 12 x 10³ anos caso fosse de amónia
desidratada, permitindo a que a química pré-biótica
evolua bem mais do que foi experimentado em laboratórios
na Terra.
Assim, Titã tal como a lua Europa e o planeta Marte, está no
topo da lista dos planetas onde se pode encontrar formas de vida
primitiva. Daqui a 5 biliões de anos quando o Sol ampliar
50 vezes o seu tamanho, Titã vai receber a mesma quantidade
de energia solar que a Terra recebe hoje. Hipoteticamente e por
um curto período de tempo, o satélite poderia tornar-se
num mundo oceânico onde a vida prospera.
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| http://pt.wikipedia.org/wiki/Tit%C3%A3 |
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