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Os dinossauros, como a maioria dos répteis, eram ovíparos. Os maiores ovos conhecidos teriam pesado cerca de 10 kg, ao passo que os menores, somente 400g. Alguns dinossauros, ais como o Troodon, de 3,6m de comprimento, faziam ninhos em colônias. Uns protegiam seus ovos e outros podem ter alimentado e cuidado de suas crias já crescidas.
Veja mais detalhes em Vida na terra
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PLANETA VENÚS
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Vénus |
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Vénus (português europeu) ou Vênus
(português brasileiro) é o segundo planeta do Sistema
Solar em ordem de distância a partir do Sol. Recebe seu
nome em honra da deusa romana do amor Vénus. Trata-se de
um planeta do tipo terrestre ou telúrico, chamado com frequência
de planeta irmão da Terra, já que ambos são
similares quanto ao tamanho, massa e composição.
A órbita de Vénus é uma elipse praticamente
circular, com uma excentricidade de menos de 1%.
Vénus se encontra mais próximo
do Sol do que a Terra, podendo ser encontrado aproximadamente
na mesma direção do Sol (sua maior inclinação é de
47,8°). Da Terra pode ser visto somente algumas horas antes
da alvorada ou depois do ocaso. Apesar disso, quando Vénus
está mais brilhante pode ser visto durante o dia, sendo
um dos dois únicos corpos celestes que podem ser vistos
tanto de dia como de noite (sendo o outro a Lua). Vénus é normalmente
conhecido como a estrela da manhã (Estrela d'Alva) ou estrela
da tarde (vésper) ou ainda Estrela do Pastor. Quando visível
no céu noturno, é o objeto mais brilhante do firmamento,
além da Lua, devido ao seu grande brilho, cuja magnitude
pode chegar a -4,4 (costuma-se ser da magnitude de -3,8)
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| Características orbitais |
| Raio orbital médio: |
108,208,930 km |
| Periélio: |
107,476,259 km |
| Afélio: |
108,942,109 km |
| Excentricidade: |
0.0068 |
| Período
orbital: |
224.70069 dias |
| Velocidade
orbital média: |
35.02 km/s |
| Inclinação: |
3.39471° |
| Satélites
naturais: |
- |
| Características físicas |
| Diâmetro
equatorial: |
6051.8 ± 1.0 km |
| Área
da superfície: |
4.60×108 km² |
| Massa: |
4.8685×1024 kg |
| Densidade média: |
5.204 g/cm³ |
| Aceleração
gravítica á superfície: |
8.87 m/s² |
| Velocidade
de escape: |
10.46 km/s |
| Período de rotação: |
−243.0185 dias |
| Inclinação
axial: |
177.36° |
| Albedo: |
0.65 |
| Temperatura á superfície: |
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| Atmosfera |
| Pressão
atmosférica: |
9.3 MPa |
| Composição: |
~96,5% de Dióxido
de carbono
~3,5% de Nitrogênio
0,015% de Dióxido
de enxofre
0,007% de Argônio
0,002% de Vapor
de água
0,0017% de Monóxido
de carbono
0,0012% de Hélio
0,0007% de Neônio
Traços de Sulfeto de carbonila, Ácido
clorídrico, Ácido fluorídrico |
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Por este motivo, Vénus
era conhecido como o planeta desde os tempos pré-históricos.
Seus movimentos no céu eram conhecidos pela maioria das
antigas civilizações, adquirindo importância
em quase todas as interpretações astrológicas
do movimento planetário. Em particular, a civilização
maia elaborou um calendário religioso baseado nos ciclos
de Vénus (ver Calendário maia). O símbolo
do planeta Vénus é uma representação
estilizada do símbolo da deusa Vénus: um círculo
com uma pequena cruz abaixo, utilizado também para representar
o sexo feminino.
O adjetivo venusiano é mais comumente
usado para Vénus, embora seja etimologicamente incorreto.
O verdadeiro adjetivo do latim, venéreo, não é usado
porque a aceitação moderna da palavra se associa
com as enfermidades venéreas, particularmente as de transmissão
sexual. |
| Características orbitais
Órbita
Os outros planetas exibem órbitas elípticas, ao
contrário de Vénus, que tem uma órbita parecida
com um círculo, com uma excentricidade inferior a 1%.
Como Vénus está mais próximo do Sol do que
a Terra, sempre aparece próximo deste, sendo que a máxima
distância angular entre ambos os corpos é de 47,8°.
Deste modo na Terra pode ser visto poucas horas antes do amanhecer
(quando recebe o nome de estrela da manhã ou Estrela d'Alva)
ou pouco depois do anoitecer (quando recebe o nome de Estrela
Vésper). Nos períodos em que Vénus está mais
brilhante pode sem dúvida ser visto durante o dia, sendo
um dos dois únicos corpos celestes que podem ser vistos
tanto de dia como de noite (sendo o outro a Lua).
O ciclo entre duas inclinações máximas dura
584 dias. Depois de 584 dias Vénus aparece numa posição
a 72° da inclinação anterior. Depois de 5 períodos
de 72° em uma circunferência, Vénus regressa
ao mesmo ponto do céu a cada 8 anos (menos dois dias correspondentes
aos anos bissextos). Este período era conhecido como o
ciclo Sothis no Antigo Egito.
Na conjunção inferior, Vénus pode se aproximar
da Terra mais do que nenhum outro planeta. No dia 16 de Dezembro
de 1850, Vénus alcançou uma distância mais
próxima da Terra desde 1800 com um valor de 39.514.827
quilômetros (0,26413854 UA). Esta será a aproximação
mais próxima da Terra até o ano 2101, quando Vénus
alcançará uma distância de 39.541.578 quilômetros
(0,26431736 UA).
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Rotação
Observado de um ponto hipotético localizado acima do pólo
Norte do Sol, Vénus gira sobre si mesmo lentamente num movimento
de Leste a Oeste (sentido horário) ao invés de Oeste
a Leste (movimento anti-horário) como os demais planetas
(exceto Urano). Não se sabe o porquê desta peculiar
rotação de Vénus. Se se pudesse ver o Sol na
superfície de Vénus, este nasceria no Oeste e poria
no Leste com uma duração dia-noite de 116,75 dias
terrestres, correspondendo um ano terrestre a 1,92 dias venusianos.
Apesar da rotação horária, os períodos
de rotação e orbital de Vénus estão
sincronizados de tal maneira que sempre apresenta a mesma face do
planeta à Terra quando ambos os corpos estão a menor
distância. Isto poderia ser uma simples coincidência,
porém existem especulações sobre uma possível
origem desta sincronização como resultado da ação
das marés, afetando a rotação de Vénus
quando ambos os corpos estão suficientemente próximos.
Características físicas
[editar] Atmosfera
Vénus possui uma densa atmosfera, composta em sua maior
parte por dióxido de carbono e uma pequena quantidade de
nitrogênio. A pressão atmosférica ao nível
do solo é de 90 vezes superior a pressão atmosférica
na superfície terrestre (uma pressão equivalente
a uma profundidade de um quilômetro abaixo do nível
do mar na Terra). A enorme quantidade de CO2 da atmosfera provoca
um forte efeito estufa que eleva a temperatura da superfície
do planeta até 460 °C nas regiões menos elevadas
ao redor do Equador. Isto faz Vénus ser mais quente do
que Mercúrio, apesar de estar a mais do que o dobro da
distância do Sol que este e receber somente 25% de sua radiação
solar (2.613,9 W/m² na atmosfera superior e 1.071,1 W/m² na
superfície). Devido à inércia térmica
de sua pesada atmosfera e ao transporte de calor pelos fortes
ventos de sua atmosfera, a temperatura não varia de forma
significativa entre o dia e a noite. Apesar da lenta rotação
de Vénus (menos de uma rotação por ano venusiano,
equivalente a uma velocidade de rotação no Equador
de 6,5km/h), os ventos da atmosfera superior circundam o planeta
em somente 4 dias, distribuindo eficazmente o calor. Além
do movimento zonal da atmosfera de Oeste a Leste, há um
movimento vertical em forma de célula de Hadley, que transporta
o calor do Equador até as regiões polares, incluindo
as latitudes médias do lado não iluminado do planeta.
A radiação solar quase não alcança
a superfície do planeta. As densas camadas de nuvens refletem
a maior parte da luz do Sol ao espaço, e a maior parte
da luz que atravessa as nuvens é absorvida pela atmosfera.
Isto impede a maior parte da luz do Sol de aquecer a superfície.
O albedo bolométrico de Vénus é de aproximadamente
60%, e seu albedo visual é ainda maior, o qual conclui
que, apesar de encontrar-se mais próximo do Sol do que
a Terra, a superfície de Vénus não se aquece
nem se ilumina como era de esperar pela radiação
solar que recebe. Na ausência do efeito estufa, a temperatura
na superfície de Vénus poderia ser similar à da
Terra. O enorme efeito estufa, associado à imensa quantidade
de CO2 na atmosfera retém o calor, provocando as elevadas
temperaturas deste planeta.
Os fortes ventos na parte superior das nuvens podem alcançar
350 km/h, embora a nível do solo, os ventos são
muito mais lentos. Apesar disto, devido a altíssima pressão
da atmosfera na superfície de Vénus, estes fracos
ventos exercem uma força considerável contra os
obstáculos. As nuvens são compostas principalmente
por gotículas de dióxido de enxofre e ácido
sulfúrico, e cobrem o planeta por inteiro, ocultando a
maior parte dos detalhes da superfície à observação
externa. A temperatura da parte superior das nuvens (a 70 km acima
da superfície) é de -45 °C. A temperatura média
da superfície de Vénus, é de 464 °C.
A temperatura da superfície nunca é menor do que
400 °C.
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Características da superfície
Imagem obtida por radar da superfície de Vénus, centrada à longitude
180° LesteVénus tem uma lenta rotação retrógrada,
o que significa que gira de Leste a Oeste, ao invés de fazê-lo
de Oeste a Leste como fazem a maioria dos demais planetas. (Plutão
e Urano também tem uma rotação retrógrada,
embora o eixo de rotação de Urano, inclinado a 97,86°,
praticamente segue o plano orbital). Se desconhece porque Vénus é diferente
neste aspecto, embora poderia ser o resultado de uma colisão
com um grande asteróide em algum momento do passado remoto.
Além desta rotação retrógrada incomum,
o período de rotação de Vénus e sua órbita
estão quase sincronizados, de maneira que sempre apresenta
o mesmo lado para a Terra, quando os dois planetas se encontram
em sua máxima aproximação (5.001 dias venusianos
entre cada conjunção inferior). Isto poderia ser o
resultado das forças das marés que afetam a rotação
de Vénus cada vez que os planetas se encontram suficientemente
próximos, embora não se conhece com clareza o mecanismo.
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Imagem obtida por radar da
superfície
de Vénus, centrada à longitude 180° Leste
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Vénus tem duas mesetas principais em forma
de continentes, elevando-se sobre uma vasta planície. A meseta
do Norte é chamada de Ishtar Terra, e contém a maior
montanha de Vénus (Aproximadamente dois quilômetros
mais alta que o Monte Everest), chamada de Maxwell Montes em honra
de James Clerk Maxwell. Ishtar Terra tem o tamanho aproximado da
Austrália. No hemisfério Sul se encontra Aphrodite
Terra, maior que o anterior e com o tamanho equivalente ao da América
do Sul. Entre estas mesetas existem algumas depressões do
terreno, que incluem Atalanta Planitia, Guinevere Planitia e Lavinia
Planitia. Com a única exceção do Maxwell Montes,
todas as características distinguíveis do terreno
(acidentes geográficos) adotam nomes de mulheres mitológicas.
A densa atmosfera de Vénus faz com que os meteoritos se
desintegrem rapidamente na sua descida à superfície,
embora os maiores possam chegar à superfície, originando
uma cratera quando têm energia cinética suficiente.
Por causa disto, não podem formar crateras de impacto com
menos de 3,2 quilômetros de diâmetro.
Aproximadamente 90% da superfície de Vénus parece
consistir em basalto recentemente solidificado (em termos geológicos)
com muito poucas crateras de meteoritos. As formações
mais antigas presentes em Vénus não parecem ter
mais de 800 milhões de anos, sendo a maior parte do solo
consideravelmente mais jovem (não mais do que algumas centenas
de milhões de anos em sua maior parte), o qual sugere que
Vénus sofreu um cataclisma que afetou a sua superfície,
e não faz muito tempo no passado geológico.
O interior do planeta Vénus é provavelmente similar
ao da Terra: um núcleo de ferro de 3.000 km de raio, com
um manto rochoso que forma a maior parte do planeta. Segundo dados
dos medições gravitacionais da sonda Magellan, a
crosta de Vénus é mais dura e grossa do que se havia
pensado. É sabido que Vénus não tem placas
tectônicas móveis como a Terra, porém em seu
lugar se produzem massivas erupções vulcânicas
que inundam a sua superfície com lava fresca. Outras descobertas
recentes sugerem que Vénus está vulcanicamente ativo.
O campo magnético de Vénus é muito fraco
comparado com o de outros planetas do Sistema Solar. Isto se pode
dever a sua lenta rotação, insuficiente para formar
o sistema de «dínamo interno» de ferro líquido.
Como resultado disto, o vento solar atinge a atmosfera de Vénus
sem ser filtrado. Se supõe que Vénus teve originalmente
tanta água como a Terra, pois que ao estar submetida a
ação do Sol sem nenhum filtro protetor, o vapor
d'água na alta atmosfera se dissocia em hidrogênio
e oxigênio, escapando o hidrogênio ao espaço
por causa da sua baixa massa molecular. A porcentagem de deutério
(um isótopo pesado do hidrogênio que não escapa
tão facilmente) na atmosfera de Vénus parece apoiar
esta teoria. Se supõe que o oxigênio molecular se
combinou com os átomos da crosta (embora grandes quantidades
de oxigênio permanecem na atmosfera em forma de dióxido
de carbono). Por causa desta seca, as rochas de Vénus são
muito mais pesadas que as da Terra, o qual favorece a formação
de montanhas maiores, vales profundos e outras formações.
Durante algum tempo acreditou-se que Vénus possuía
um satélite natural com o nome de Neith, assim chamado
em homenagem à deusa do Egito (cujo véu nenhum mortal
poderia levantar). Foi aparentemente observado pela primeira vez
por Giovanni Cassini em 1672. Outras observações
esporádicas continuaram até 1892, porém estes
registos visuais foram desacreditados (eram em sua maior parte
estrelas tênues que pareciam estar no lugar correto em momento
correto), e hoje se sabe que Vénus não tem nenhum
satélite.
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Observações históricas
Trânsito de Vénus de 8 de Junho de 2004Vénus é o
astro mais característico no céu da manhã e
da tarde da Terra (depois do Sol e da Lua), e é conhecido
pelo Homem desde a pré-história. Um dos documentos
mais antigos que sobreviveram da biblioteca babilônica de
Assurbanípal, datado de 1600 a.C., é um registro de
21 anos do aspecto de Vénus (que os primeiros babilônios
chamaram de Nindaranna). Os antigos sumérios e babilônios
chamaram Vénus «Dil-bat» ou «Dil-i-pat»;
na cidade mesopotâmica de Akkad era a estrela da deusa-mãe
Ishtar, e em chinês seu nome é «Jin-xing» (??),
o planeta do elemento metal.
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Trânsito de Vénus de 8
de Junho de 2004 |
Vénus é considerado como o mais importante
dos corpos celestes observados pelos maias, que o chamaram «Chak
ek» (a grande estrela). Possivelmente se deu mais importância
junto com o Sol. Os maias estudaram atentamente os movimentos de
Vénus. Pensaram que as posições de Vénus
e outros planetas tinham influência sobre a vida na Terra,
porque os maias e outras culturas pré-colombianas programaram
suas guerras e outros eventos importantes baseando-se em suas observações.
No códice de Dresden, os maias incluíram um almanaque
em que mostravam o ciclo completo de Vénus, em cinco grupos
de 584 dias cada um (aproximadamente oito anos), depois dos quais
se repetia o mesmo esquema (Vénus dá treze voltas
ao redor do Sol praticamente no mesmo tempo que a Terra tarda
em dar oito).
Os antigos gregos pensavam que as aparições matutinas
e vespertinas de Vénus eram dois corpos diferentes, e os
chamaram de «Héspero» quando aparecia no céu
do oeste ao entardecer e «Fósforo» quando aparecia
no céu do leste ao amanhecer. Foi Pitágoras quem
primeiro falou que ambos os objetos eram o mesmo planeta. No século
IV a.C., Heráclides Pôntico propôs que tanto
Vénus como Mercúrio orbitavam o Sol ao invés
de orbitar a Terra. O nome Vénus significa deusa romana
do amor e da beleza.
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Ao encontrar a órbita de Vénus entre a Terra e o
Sol, da Terra podemos distinguir suas diferentes fases de uma forma
parecida àquelas que podemos ver da Lua. Galileo Galilei
foi a primeira pessoa a observar as fases de Vénus em Dezembro
de 1610, uma observação que sustentava a então
discutida teoria heliocêntrica do Sistema Solar de Copérnico.
Também anotou as mudanças de tamanho do diâmetro
visível de Vénus em suas diferentes fases, sugerindo
que este se encontrava mais longe da Terra quando ele estava cheio
e mais próximo quando se encontrava na fase crescente. Estas
observações proporcionaram uma sólida base
ao modelo heliocêntrico.
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Vénus está mais brilhante quando 25%
de seu disco (aproximadamente) se encontra iluminado, o que ocorre
37 dias antes da conjunção inferior (no céu
vespertino) e 37 dias depois da conjunção (no céu
matutino). Sua maior inclinação e altura sobre o horizonte
se produz aproximadamente 70 dias antes e depois da conjunção
inferior, momento em que mostra a fase média; entre estes
intervalos, Vénus é visível durante as primeiras
e últimas horas do dia se o observador saber de onde localizá-lo.
O período de movimento retrógrado é de vinte
dias em cada lado da conjunção inferior.
Vénus em plena luz do dia às 5 da manhã de Dezembro de
2005Em raras ocasiões, Vénus pode ser visto no céu da
manhã e da tarde no mesmo dia. Isto sucede quando Vénus se encontra
em sua máxima separação a respeito da eclíptica
e ao mesmo tempo, esse encontra na conjunção inferior; daí então
de um dos nossos hemisférios se pode ver em ambos os momentos. Esta
oportunidade apresentou recentemente para os observadores do hemisfério
Norte durante alguns dias a partir de 29 de março de 2001, e o mesmo
sucedeu no hemisfério Sul em 19 de agosto de 1999. Estes eventos se
repetem a cada oito anos de acordo com o ciclo sinódico do planeta.
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Em raras ocasiões, Vénus pode ser visto no céu
da manhã e da tarde no mesmo dia. Isto sucede quando Vénus
se encontra em sua máxima separação a respeito
da eclíptica e ao mesmo tempo, esse encontra na conjunção
inferior; daí então de um dos nossos hemisférios
se pode ver em ambos os momentos. Esta oportunidade apresentou recentemente
para os observadores do hemisfério Norte durante alguns dias
a partir de 29 de março de 2001, e o mesmo sucedeu no hemisfério
Sul em 19 de agosto de 1999. Estes eventos se repetem a cada oito
anos de acordo com o ciclo sinódico do planeta.
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Os trânsitos de Vénus acontecem quando
o planeta cruza diretamente o caminho entre a Terra e o Sol e são
eventos astronômicos relativamente raros. A primeira vez que
observou este trânsito astronômico foi em 1639 por Jeremiah
Horrocks e William Crabtree. O trânsito de 1761, observado
por Mikhail Lomonosov, proporcionou a primeira evidência de
que Vénus tinha uma atmosfera, e as observações
telescópicas do século XIX durante seus trânsitos
permitiram obter pela primeira vez um cálculo preciso da
distância entre a Terra e o Sol. Os trânsitos só podem
ocorrer em Junho ou Dezembro, sendo estes os momentos em que Vénus
cruza a eclíptica (o plano em que a Terra órbita ao
redor do Sol), e sucedem em pares a intervalos de oito anos, separados
os pares de trânsitos por mais de um século. O par
de trânsitos anterior sucedeu em 1874 e 1882, e o presente
par de trânsitos são os de 2004 e 2012.
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No século XIX, muitos observadores atribuíram
a Vénus um período de rotação aproximado
de 24 horas. O astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli
foi o primeiro a prever um período de rotação
significativamente menor, propondo que a rotação
de Vénus estava bloqueada pelo Sol (o mesmo que propôs
para Mercúrio). Embora realmente não seja verdade
para nenhum dos dois corpos, era uma estimação bastante
aproximada. A quase ressonância entre sua rotação
e a maior aproximação da Terra ajudou a criar esta
impressão, já que Vénus sempre aparece na
mesma face quando se encontra na melhor posição
para ser observado. O período de rotação
de Vénus foi observado pela primeira vez durante a conjunção
de 1961 através de uma antena de radar de 26 metros em
Goldstone, Califórnia, a partir do observatório
de radioastronomia Jodrell Bank no Reino Unido e nas instalações
de espaço profundo da União Soviética de
Yevpatoria. A precisão foi refinada nas seguintes conjunções,
principalmente às de Goldstone e Yevpatoria. O sentido
de rotação retrógrado deste planeta não
foi confirmado até 1964. Antes das observações de rádio dos anos
sessenta, muitos acreditam que Vénus tinha um ambiente
como o da Terra. Isto era devido ao tamanho do planeta e do seu
raio orbital, que sugeriam claramente uma situação
parecida com a da Terra, assim como a grossa camada de nuvens
que impediam ver a superfície. Entre as especulações
sobre Vénus estavam as de que este tinha um ambiente selvagem,
e que possuía oceanos de petróleo e de água
carbonatada. Sem dúvida, as observações através
de microondas em 1956 por C. Mayer et al, indicavam uma alta temperatura
da superfície de 600 K. Estranhamente, as observações
feitas por A.D. Kuzmin na banda milimétrica indicavam temperaturas
muito mais baixas. Duas teorias contrárias explicavam o
incomum espectro de rádio: uma delas sugeria que as altas
temperaturas se originavam na ionosfera e a outra sugeria uma
superfície quente.
Exploração espacial de Vénus
A órbita de Vénus é 28 por cento mais próxima
do Sol do que a Terra. Por este motivo, as naves espaciais que
viajam até Vénus devem percorrer mais de 41 milhões
de quilómetros adentrando-se no campo gravitacional do
Sol, perdendo no processo parte de sua energia potencial. A energia
potencial se transforma então em energia cinética,
o que se traduz em um aumento da velocidade da nave. Por outro
lado, a atmosfera de Vénus não impede as manobras
de freio atmosférico do mesmo tipo que as outras naves
efetuaram sobre Marte, já que para isto é necessário
contar com uma informação extremamente precisa da
densidade atmosférica nas camadas superiores e, sendo Vénus
um planeta de atmosfera densa, suas camadas exteriores são
muito mais variadas e complexas do que Marte.
A primeira sonda a visitar Vénus foi a sonda espacial
soviética Venera 1, no dia 12 de Fevereiro de 1961, sendo
a primeira sonda lançada para outro planeta. A nave foi
avariada em sua trajetória, e a primeira sonda a chegar
a Vénus com sucesso foi a americana Mariner 2, em 1962.
Em 1 de Março de 1966, a sonda soviética Venera
3 estatelou sobre a superfície de Vénus, convertendo-se
na primeira nave espacial em alcançar a superfície
de outro planeta. Em continuação, diversas sondas
soviéticas foram se aproximando cada vez mais com o objetivo
de pousar sobre a superficie venusiana. A Venera 4 entrou na atmosfera
de Vénus do dia 18 de Outubro de 1967 e foi a primeira
sonda a transmitir dados medidos diretamente de outro planeta.
A cápsula mediu temperaturas, pressões, densidades,
e realizou onze experimentos químicos para analisar a atmosfera.
Seus dados mostravam 95% de dióxido de carbono, e em combinação
com os dados da sonda Mariner 5, mostrou que a pressão
da superfície era muito maior do que o previsto (entre
75 e 100 atmosferas). O primeiro pouso com êxito na superfície
de Vénus foi realizado pela sonda Venera-7, no dia 15 de
Dezembro de 1970. Esta sonda revelou que as temperaturas da superfície
do planeta estão entre 457 e 474 °C . A Venera-8 aterrissou
em 22 de Julho de 1972. Apesar de todos os dados sobre pressões
e temperaturas, seu fotômetro mostrou que as nuvens de Vénus
formavam uma camada compacta que terminava a 35 quilômetros
acima da superfície.
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A sonda soviética Venera 9 entrou na órbita de Vénus
em 22 de Outubro de 1975, convertendo-se no primeiro satélite
artificial de Vénus. Um pacote de câmaras e espectrômetros
retornaram informações sobre as camadas de nuvens,
a ionosfera e a magnetosfera, assim como medições
da superfície realizadas por radar. A cápsula de descida
de 660 kg da Venera 9 se separou da nave principal e aterrissou
suavemente, obtendo as primeiras imagens da superfície e
analisando a superfície com um espectrômetro de raios
gama e um densímetro. Durante a descida realizou medições
de pressão, temperatura e fotométricas, assim como
a densidade das nuvens. Descobriu-se que as nuvens de Vénus
formavam três camadas distintas. Em 25 de Outubro, a Venera
10 realizou uma série similar de experimentos.
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| A multi-sonda Pioneer com o seu orbitador
principal e as três sondas atmosféricas. |
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Em 1978, a NASA enviou a sonda
espacial Pioneer a Vénus. A missão Pioneer Venus consistia em dois componentes
lançados em separado: um orbitador e uma multisonda. A multisonda
Pioneer Venus consistia em uma sonda atmosférica maior e
outras três menores. A sonda maior foi lançada em 16
de Novembro de 1978, e as outras três menores foram lançadas
no dia 20 de novembro. As quatro sondas entraram na atmosfera de
Vénus em 9 de Dezembro, seguidas pelo veículo que
as portavam. Embora não se esperava que nenhuma das sondas
sobrevivesse à descida, uma das sondas continuou operando
por 45 minutos depois de alcançar a superfície. O
veículo orbital da Pioneer Venus foi inserido em uma órbita
elíptica ao redor de Vénus em 4 de Dezembro de 1978.
Transportava 17 experimentos e funcionou até esgotar o seu
combustível de manobra, quando ele perdeu sua orientação.
Em Agosto de 1992 entrou na atmosfera de Vénus e foi destruído.
A exploração espacial de Vénus permaneceu
muito ativa durante os finais dos anos 70 e os primeiros anos
da década de 80. Começou a conhecer em detalhes
a geologia da superfície de Vénus, e descobriram
vulcões ocultos incomumente massivos denominados «coronae» e «arachnoids».
Vénus não apresenta evidências de placas tectônicas,
a menos de que todo o hemisfério norte do planeta forme
parte de uma só placa. As duas camadas superiores de nuvens
resultaram estar compostas de gotículas de ácido
sulfúrico, embora a camada inferior seja composta provavelmente
por uma solução de ácido fosfórico.
As missões Vega enviaram balões que flutuaram a
53 quilômetros de altitude durante 46 e 60 horas respectivamente,
viajando ao redor de um terço do perímetro do planeta.
Estes balões mediram velocidades do vento, temperaturas,
pressões e densidade das nuvens. Descobriu um maior nível
de turbulência e de convecção que o esperado,
inclusive ocasionais oscilações com quedas de altitude
das sondas de um a três quilômetros.
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Em 10 de Agosto de 1990, a sonda norte-americana
Magellan chegou a Vénus, realizando medidas por radar da superfície
do planeta e obtendo mapas de uma resolução de 100
metros em 98% do planeta. Depois de uma missão de quatro
anos, a sonda Magellan, tal como estava planejado, entrou na atmosfera
de Vénus a 11 de Outubro de 1994 e vaporizou-se parcialmente,
embora se supõe que algumas partes da mesma alcançaram
a superfície do planeta. Desde então, várias
sondas espaciais em rota para outros destinos usaram o método
de sobrevôo orbital de Vénus para incrementar a sua
velocidade mediante o impulso gravitacional. Isto inclui as missões
Galileo a Júpiter e a Cassini-Huygens a Saturno (com dois
sobrevôos).
A Agência Espacial Européia tem uma missão
a Vénus chamada Vénus Express que está estudando
a atmosfera e as características da superfície de
Vénus em órbita. A missão foi lançada
no dia 09 de novembro de 2005 pelo foguete Soyuz e chegou a Vénus
no dia 11 de abril de 2006, depois de aproximadamente 150 dias
de viagem. A Agência Espacial Japonesa (JAXA) planeja também
uma missão a Vénus entre 2008 e 2009.
Referências culturais
O planeta Vénus inspirou numerosas referências religiosas
e astrológicas nas civilizações antigas.
A inspiração mitológica de Vénus se
estende também a obras de ficção como:
O Silmarillion, de J.R.R. Tolkien, base mitológica de
O Senhor dos Anéis, Eärendil aparece em sua frente
um dos três Silmarils, e viaja com sua barca pelo céu
por mandado de Manwë para ser a luz da esperança para
os homens, dando deste modo uma explicação mitológica
a Vénus.
Em tempos mais modernos, a ausência de detalhes observáveis
da sua superfície era interpretada desde finais do século
XIX como evidência de grandes nuvens que ocultavam un mundo
rico em água em que se especulava a presença de
vida extraterrestre sendo um mundo utilizado frequentemente nas
histórias de ficção científica dos
anos 20 a 50. Algumas obras mais recentes que tratam de maneira
mais realista o planeta são:
O autor de ficção científica Paul Preuss
escreveu em sua série Venus Prime sobre a hipótese
de Vénus ser habitável há bilhões
de anos, que deixou de sê-lo por causa do vapor d'água
introduzido em sua atmosfera pelo bombardeio de um cometa, que
produziu uma reação em cadeia de efeito estufa.
Esta hipótese pode se encontrar no sexto livro da série,
traduzido em português como Os Seres Luminosos.
Em 3001, Arthur C. Clarke se situa a um grupo pioneiro de cientistas
na superfície de Vénus enviados da Terra, porém,
cometas procedentes do cinturão de Kuiper são arrastados
a uma órbita de colisão com o planeta para aumentar
sua quantidade de água e reduzir a temperatura.
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| http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%A9nus |
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