Diferenças
A gravidade superficial em Marte é apenas um terço
da Terra. Não se sabe se este nível é bastante
alto para causar problemas de saúde associados a perda
de peso.
Marte é mais frio que a Terra, isto significa temperaturas
entre -63°C e menos de -140°C.
Não há nenhum lençol de água na superfície
de Marte.
Por causa de Marte estar mais longe do Sol, o nível de energia
solar que alcança a superfície (a chamada constante
solar) é apenas a metade da Terra ou da Lua.
A órbita de Marte é mais excêntrica do que a
Terra, exacerbando a temperatura e constantes variações
solares.
A pressão atmosférica em Marte é inferior a
necessária para humanos sobreviverem sendo necessário
trajes de descompressões (controle da pressão); e
as estruturas habitacionais em Marte necessitaram de câmeras
de descompressão similares as das espaçonaves, capazes
de suportar a pressão de um bar.
A atmosfera marciana consiste principalmente de dióxido de
carbono. Entretanto a pressão parcial de CO2 na superfície
de Marte é 52 vezes mais alta do que na Terra, possivelmente
permitindo o suporte a vida em Marte.
Marte tem dois satélites e eles são muito menores
e mais próximos do planeta em relação a distancia
da Lua à Terra. Fobos e Deimos podem provar serem úteis
como testes para a conceituação da colonização
de asteróides.
Marte não tem esfera Magnética para refletir o Vento
Solar. Habitabilidade
Fisiologicamente, a atmosfera de Marte pode ser considerada vácuo.
Um ser humano desprotegido perderia a consciência em cerca
de 20 segundos e não sobreviveria mais do que um minuto
na superfície sem um traje espacial.
Ainda que, as condições em Marte são mais
habitáveis do que outros planetas que tem temperaturas
mais quentes e frias que ele como Mercúrio, ou a superfície
superaquecida de Vênus, ou o frio criogenio do espaço
sideral. Somente a um altitude acima da malha de nuvens Vênus
são melhores em condições de habitabilidade
em relação a Terra que Marte. Há condições
na Terra exploradas por humanos que próximas as condições
de Marte. As altitudes mais altas atingidas por um balão
em ascensão, como um registro em Maio de 1961, onde foi
atingido 34,668 metros (113,740 pés) A pressão nesta
altitude é a mesma da superfície de Marte. O frio
extremo no Ártico e Antarctica são páreos
a mais extrema temperatura em Marte. Também, há desertos
na Terras muito similares ao terreno Marciano.
Terraformação de Marte
Recentemente, alguns grupos especulam, Marte poderia um dia ser
transformado permitindo uma grande gama de formas de vida, incluindo
humanos, para sobreviver na superfície de Marte. A praticidade
da terraformação é ainda incerta, e sua ética
tem controvérsias.
Radiação
Marte não tem nenhum campo geomagnético global parecido
com o da Terra. Combinado com a sua fina atmosfera, isto permite
uma significante porção de radiação
ionizada atinja a superfície de Marte. A espaçonave
2001 Mars Odyssey carregando um instrumento, o Mars Radiation
Environment Experiment (MARIE), para medir quanto isto seria perigoso
para humanos. MARIE descobriu que os níveis de radiação
na órbita de Marte são 2.5 vezes maiores do que
na Estação Espacial Internacional. A dose media
foi de 22 milirads por dia (220 micrograys por dia ou 0.8 gray
por ano). Uma exposição de três anos em tais
níveis, atingiram os limites de segurança adotados
pela NASA. Os níveis na superfície de Marte podem
variar significativamente para diferentes locais dependendo da
altitude e do campo magnético local.
Ocasionais solar proton events (SPEs) produzem altas doses de
radiação. Astronautas em Marte podem ser avisados
do SPEs por sensores próximos ao Sol e presumivelmente
se abrigar durante estes eventos. Alguns SPEs foram observados
por MARIE que não foram observados por sensores próximos
da Terra confirmando o fato dos SPEs serem direcionais. Isto implicará na
necessidade um uma rede de espaçonaves em órbita
em volta do Sol devem ser necessárias para assegurar que
todas as SPEs que ameacem Marte fossem detectadas.
Falta muita informação sobre a radiação
espacial. Em 2003, O Lyndon B. Johnson Space Center da NASA abriu
uma instalação, a NASA Space Radiation Laboratory,
no Brookhaven National Laboratory que emprega aceleradores de
partículas para simular a radiação espacial.
A instalação estudará os efeitos em organismos
vivos juntamente com técnicas de proteção
as mesmas.
Há algumas evidências que este tipo de radiação
de baixo nível, ou radiação crônica
não é perigosa como se pensava; e do que a radiação
hormesis[1].
O consenso geral entre aqueles que estudam o assunto é que
os níveis de radiação, com a exceção
do SPEs, que seriam experimentados na superfície de Marte,
e enquanto se viaja para lá, são certamente preocupantes,
mas não são instransponíveis se for usada
a tecnologia atual[2].
Comunicação
A Comunicação com a Terra é relativamente
direta durante até meio dia quando a Terra esta acima do
horizonte Marciano. A NASA e A ESA incluem equipamentos de comunicação
para retransmissão em vários de seus equipamentos
que orbitam Marte, assim Marte já tem satélite de
comunicação. Entretanto, eles se tornaram gastos
e necessitam ser substituídos durante a preparação
da expedição de colonização.
A Comunicação pode ser dificultada em alguns dias
no período sinódico, e parcialmente pela conjunção
superior(planetas formando um a linha aparente) quando o Sol está diretamente
entre a Terra e Marte. A viagem de ida é volta para a retransmissão
da comunicação na velocidade da luz varia em cerca
6.5 minutos na aproximação mais próxima à 44
minutos na conjunção superior. A conversação
em tempo-real com a Terra como o telefone ou a mensagem instantânea
não é possível com o presente conhecimento
cientifico, mas outros meios de comunicação, tais
como o e-mail e voice mail não são nenhuma dificuldade.
Deve ser lembrado que a grande maioria das colonizações
e explorações da Terra foram conduzidas sem o beneficio
das comunicação em tempo-real com o "lar".
Normalmente os rádios de duas vias podem funcionar em
pequenas distancias (limite da visão). Marte tem uma ionosfera,
mas ela não poderá ser usada em toda a sua extensão
para refletir comunicações de grande distancia Alta
freqüência entre pontos muitos distantes na superfície
marciana.
De qualquer forma, uma constelação de satélites
de comunicação, talvez incluindo um satélite
convenientemente localizado possam evitar dificuldades durante
a conjunção superior, teria um menor dispêndio
no contexto de um programa de colonização de Marte.
Possível localização das
colônias
Marte pode ser dividido em extensas regiões para discutir
o local da possível colônia.
Região Polar
O pólo norte e sul de Marte atraíram grande interesse
como locais para a colônia por causa da variação
periódica da calota de gelo polar muito observada por telescópio
da Terra. A Mars Odyssey achou uma grande concentração
de água perto do pólo norte, mas foi encontrada água
também em latitudes mais baixas, fazendo dos pólos
competidores pobres como local da colônia. Como na Terra,
em Marte se vê o sol da meia-noite nos pólos durante
o verão e a noite polar tem a duração do
seu inverno.
Terra média
A exploração da superfície de Marte esta
em plena marcha. Os dois Rovers de Exploração para
Marte, Spirit e Opportunity, encontraram solos bem diferentes
e rochas características. Isto sugere que a aterrisagem é muito
variável e a localização ideal para uma colônia
será melhor determinada quando se tiver mais dados disponíveis.
Como na Terra, quanto mais próximo do equador, maior é a
variação climática.
Valles Marineris
Valles Marineris, o "Grand Canyon" de Marte, tem cerca
de 3,000 km de distância e em média 8 km de profundidade.
A pressão atmosférica no fundo do deve ser 25% mais
alta do que a média na superfície, 0.9 kPa contra
0.7 kPa.
O cânion se estende para o meio oeste, assim as sombras
de suas encostas não devem interferir na coleta de energia
solar. Canais de rios dirigem-se para o cânion, indicando
que ele já foi submerso em algum momento da história
geológica de Marte.
Luas Marcianas
Por enquanto eles não são estritamente parte do
próprio Marte, os satélites têm a sua atração
para a colonização. O delta-v das luas para uma
trajetória de retorno a Terra é menor, e as luas
possuem propelentes de foguetes tais como a rochas de gelo seco.
Desta forma, elas podem se tornar pontos de reabastecimento para
veículos de volta para a Terra, e podem ser economicamente
viáveis em recargas periodicas de propelente e outros materiais.
Isto poderá pagar a colonização da superfície
Marciana.
Problemas
Além das varias críticas para a colonização
espacial humana (veja colonização espacial para
saber sobre esta discussão), há preocupações
especificas a respeito da colonização de Marte:
Alguns se preocupam sobre a contaminação do planeta
com a vida Terrestre. A questão de se a vida existiu alguma
vez ou existe agora em Marte não foi totalmente exclarecida.
Veja vida em Marte.
Os níveis de radiação para viagens para e
de Marte são muito altos, além de significamente
aumentarem o risco de câncer, e se mulheres gravidas forem
enviados haveria possibilidade de surgirem defeitos de nascimento.
Muitos acreditam que seria mais econômico explorar Marte
com robos, embora argumentem que isto não necessariamente
levem a colonização posterior.
Outros sugerem a Lua com um local mais lógico para a primeira
colonização planetária, talvez usando-a como
uma área de passagem para futuras missiões para
Marte, a despeito da pobreza da lua em vários elementos
chaves requerido para a vida, sendo o mais notável o hidrogênio,
nitrogênio e carbono (50 - 100 ppm).
É
desconhecido se a gravidade marciana pode suporta a vida humana
por longo prazo (todas as experiências são ou em
1 g ou na gravidade zero). Os pesquisadores de Medicina espacial
teorizam sobre se há benefícios na saúde
com aumento lento ou rapido da gravidade do sem peso a gravidade
total da Terra. A experiência no Bio satelite de gravidade
Marciana se tornou a primeira experiência para testar os
efeitos da gravidade parcial, gerada artificialmente na 0.38 g
comparável a gravidade de Marte, sobre a vida dos mamíferos,
especificamente os ratos, por um ciclo de vida (concepção
até a morte).
A velocidade de escape de Marte é de 5km/s; que é razoavelmente
alta. Isto faz que a comercialização com os outros
planetas mais cara e mais dificil para uma colonia.
|