As Voyager foram as que descobriram
que Ganímedes
era, na verdade, o maior satélite do Sistema Solar, e não
Titã em Saturno como se pensava até então.
Isto só foi possível determinar quando as Voyager
chegaram a Titã e descobriram que esta tinha uma atmosfera
bastante densa que dava aspecto de ser maior.
Devido ao seu tamanho e características, Ganímedes
também entra para os contos de ficção científica
através da imaginação de vários autores;
de destacar o livro (Farmer in the Sky) de Robert Heinlein, em
que Ganímedes é terraformado e colonizado por seres
humanos. Em (2061: Odisseia Três) de Arthur C. Clarke, Ganímedes é aquecido
pelo novo sol Lúcifer e contém um grande lago equatorial
e é o centro da colonização humana no sistema
joviano.
Na década de 1980 uma equipe de astrónomos indianos
e norte-americanos num observatório na Indonésia
detectaram uma atmosfera ténue à volta de Ganímedes
durante uma ocultação quando Júpiter passou
em frente de uma estrela. Mais recentemente, o Telescópio
Espacial Hubble, detectou que essa atmosfera era composta de oxigénio,
tal como a atmosfera encontrada em Europa.
Em 7 de Dezembro de 1995, a sonda Galileo chegou a Júpiter
numa viagem contínua pelo planeta e suas luas durante oito
anos. Logo na primeira aproximação a Ganímedes,
a Galileo descobriu que Ganímedes tinha o seu próprio
campo magnético imerso no campo magnético gigantesco
de Júpiter.
Num futuro remoto, a lua joviana Ganímedes poderá ser
um local provável para a instalação de uma
base (a Base Ganímedes), dado que é a maior lua
do sistema solar a a única a possuir uma magnetosfera consistente
que protege Ganímedes da perigosa radiação
emitida por Júpiter.
Geologia planetária
Ganímedes possui um diâmetro médio de 5262,4
km; sendo um pouco maior que o planeta Mercúrio.
A densidade de Ganímedes circunda os 1,942 g/cm3. A baixa
densidade deve-se à elevada percentagem de gelos com alguns
silicatos de material primordial e de impacto proveniente do espaço.
Ganímedes é composto por rocha de silicatos e gelo
de água, com a crusta de gelo flutuando sobre um manto
lamacento que pode conter uma camada de água líquida.
A sonda Galileo indicou que a estrutura de Ganímedes divide-se
em três camadas: um pequeno núcleo de ferro ou de
ferro e enxofre derretido rodeado por um manto rochoso de silicatos
com uma capa de gelo por cima. Este nucleo metálico sugere
um elevado grau de aquecimento no passado de Ganímedes
do que se julgava. De facto, Ganímedes pode ser semelhante
a Io, mas com uma capa externa adicional de gelo.
A crusta gelada divide-se em placas tectónicas. Estas
características sugerem que o interior terá sido
mais activo que hoje, com muito mais calor no manto.
O campo magnético de Ganímedes está inserido
no campo magnético gigantesco de Júpiter. Provavelmente,
este é criado como o da Terra, resultando do movimento
de material condutor no seu interior. Pensa-se que este material
condutor possa ser uma camada de água líquida com
uma concentração elevada de sal, ou que possa ser
originado no núcleo metálico de Ganímedes.
|