“A saudade dói, mas temos
de nos arriscar para garantir um futuro melhor para nós e para
a nossa comunidade”, diz Lucimário do Carmo de Paula,
de Formosa, Goiás. Ele é um dos 55 alunos do curso de
licenciatura em educação do campo que teve início
na última semana de outubro, no campus de Planaltina da Universidade
de Brasília (UnB). Casado, 30 anos, dois filhos, Lucimário
sabe que não será fácil ficar longe da família,
mas está convicto de que o sacrifício vai valer a pena. “É difícil
ter uma oportunidade igual a essa”, salienta.
O curso, com duração de quatro anos (3.525 horas de
aula), adota a estratégia de tempo-escola e tempo-comunidade.
Ou seja, os alunos passam cerca de 60 dias na instituição,
em regime de internato, com oito horas diárias de atividade,
e 120 dias na comunidade onde vivem. No período de aulas, ficam
hospedados na Escola Técnica de Planaltina. “Queremos
garantir que o acesso à educação superior não
seja condição que obrigue os estudantes a deixar de
viver e morar no campo”, explica a coordenadora da licenciatura
na UnB, Mônica Castagna Molina.
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