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Andar três horas em estrada de terra batida
até chegar no asfalto para entrar no ônibus, levantar
de madrugada para chegar na cidade às 8 horas da manhã são
atitudes que demonstram o interesse de um grupo de professores dos
Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais, pelo curso de relações étnico-raciais
e história da África.
O curso de extensão é oferecido pela Universidade Federal
dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), no campus avançado
do Vale do Mucuri. São 500 professores e gestores, da educação
infantil ao ensino médio, de 41 municípios dos três
vales: Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. Quem destaca a atitude desses
professores é o coordenador do curso na universidade, Benjamin
Xavier. “Fizemos quatro turmas para não frustrar tanto
esforço e interesse”, diz. Segundo o coordenador, a instituição
recebeu 960 inscrições para a extensão e está atendendo
500 professores agora. Os outros também farão o curso,
provavelmente no começo de 2009.
Com carga horária de 96 horas presenciais e 40 dias de duração – de
28 de outubro a 6 de dezembro -, a extensão se constitui de
dois seminários e cinco blocos temáticos. Os professores
estão recebendo informações sobre relações
raciais no Brasil, história da África, história
afro-brasileira, cultura africana e currículo escolar. No final
da formação, a universidade vai ouvir os professores
sobre os conteúdos, o formato do curso e o aproveitamento que
eles tiveram. Xavier explica que a expectativa é grande, tanto
da universidade como dos cursistas. A maioria dos professores nunca
tinha ouvido falar em história da África, diz o coordenador.
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